quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Viva o Guamá.

O Guamá Pai D'egua!
Pra esquecer os problemas da vida, entre eles a saúde. Fui brincar carnaval na terça feira e na quarta de cinzas, no guamá. Na terça pelo seu Cuca quer Pau e ontem no Chulé de Pato. Gente não e mentira, mas não presenciei nem uma confusão. Dizem que o Guamá e isso ou aquilo, mas qual o bairro que não tem violência?
Só que em todos existe cultura e gente de bem. Axé!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Raúl Castro deixará presidência de Cuba


Raúl Castro deixará presidência de Cuba (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O atual presidente de Cuba, Rául Castro, 84 anos, teria afirmado que já decidiu deixar a presidência do país por causa da avançada idade, de acordo com informações do ex-presidente do Uruguai, José Mujica.
A notícia foi dada por Mujica a um jornal chamado “La República”, nesta segunda-feira (8), após viagem recente do ex-presidente uruguaio a Cuba (lá, conversou com os irmãos Fidel Castro e Raúl Castro).
A idade também é o que impede Mujica, 80 anos, de concorrer nas próximas eleições do Uruguai, que serão realizadas em 2019, segundo ele mesmo. O ex-político afirmou as responsabilidades físicas do cargo são grandes, e que uma decisão do tipo pode precipitar “o dia em que vou para o cemitério”.
Mujica também disse que “nessa altura da vida, tenho que querer viver um pouco mais”.

Tradição e água de cheiro no desfile dos Filhos de Gandhy no Barra-Ondina

O bloco Filhos de Gandhy
O bloco Filhos de GandhyCréditos: Paulo Freitas
O bloco Filhos de Gandhy, um dos mais tradicionais do Carnaval de Salvador, acabou de desfilar nesta segunda-feira no circuito Barra-Ondina. Como sempre, emocionou com suas roupas típicas, batuque contagiante e muita água de cheiro. Este ano, o bloco faz 67 anos e é tido com o maior Afoxé do Brasil, isto é, um candomblé de rua que sai durante o Carnaval, e conta com mais de 10 mil integrantes.
Filhos de Gandhy é constituido apenas por homens, e é inspirado nos princípios da não violência e da paz de Mahatma Gandhi, por isso seu nome. Detalhe: é proibido tomar bebidas alcoólicas durante o cortejo, seguindo os ideais de paz que inspiraram a criação do bloco.
Os membros vestem lençóis e toalhas brancos como fantasia, para simbolizar as vestes indianas, e as tradicionais cores azul e branco simbolizam os orixás Oxalufon e Ogum, respectivamente. Os colares são outro detalhe interessante da roupa, e suas contas são consideradas amuletos da sorte. Mas uma das coisas mais legal dos Filhos de Gandhy é a tradição do selinho: eles trocam colares por beijos. Quem não queria ser laçado por um deles, não é mesmo?

ÒRÌSÀ OLÓGÙN EDÉ



Oló - senhor.
Gún - guerra.
Edé - um lugar na áfrica ( Cidade ).
É filho de um Òrìsà caçador/pescador - chamado Èrìnlé, tendo como sua mãe Òsún Ypondá.
O posto de Asògún, a priori, surge desse mito que o liga a Ògún companheiro de seu pai. Pois seu verdadeiro pai ( Òrìsà Èrìnlé ) entrega seu filho para Ògún criar, Ológùn Edé seria Òrìsà Igbò ( Òrìsà das florestas ) vivendo com o pai Èrìnlé, aprendeu a caçar, pescar, mais nunca lutar.
Ògún foi quem ensinou o mesmo a arte da guerra, Ológùn Edé ajudando numa determinada guerra que aconteceu na cidade de Edé recebeu o nome de Oló – senhor – Gún – guerra – Edé - um lugar x localidade na áfrica.
( Senhor ou Dono da guerra de Edé )
Ológùn Edé: Possui outros nomes como ``Omo Alade´´, ou seja, o príncipe coroado.
Não há qualidades (caminhos) de Ológùn Edé como acreditam alguns, tais como Locy´Ibayn, L´apanan, etc. São apenas nomes tirados de cânticos, aliás ``Aro Aro´´ é uma outra coisa.
Este Òrìsà é da região de Ìjèsá ou mesmo Ilésà – Ilé – Terra de Òrìsà ( Terra de Òrìsà que depois de algum tempo se tornou território Ìjèsá) onde Ológùn Edé passa a ser cultuado também.
Sobre a questão de andar com o pai ou mesmo com a mãe, ter fundamentos dos dois lados e etc, posso dizer o seguinte:
Ológùn Edé é òrìsà ako (òrìsà masculino), por ser filho de Òsún, a Senhora das águas frias e profundas, ele é herdeiro do reino de Òsún, isto é, o reino das águas do rio. Por isso, ele é considerado um òrìsà odò (òrìsà do rio).
E sendo também filho do Òrísà Èrìnlé, o mesmo também seria Senhor das matas, das florestas, ele é considerado herdeiro também do reino de seu pai, reino das matas como Òrìsà igbó (òrìsà das florestas).
Uma determinada lenda deixa isso bem claro: Diz uma de suas lendas que, ele passa metade do tempo com sua mãe no reino das águas, onde ele tem o nome de Olóodò (Senhor do Rio), e metade do tempo com seu pai, aprendendo a arte da caça/pesca etc, no reino das florestas, onde ele tem o nome de Oní igbó (Senhor das Matas - florestas). Então, ele é chamado de Oníigbó-Olóodò (Senhor das florestas e Senhor dos rios). Diz-se também que o barro das profundezas do rio (amòn) pertence a Ológùn Edé, que também atende pelo nome de Alámòn ibú odò (Senhor do barro das profundezas do rio).
Òrìsà também relacionado com o luxo, riqueza, beleza, aquele que entende tanto a mente feminina quanto a mente masculina. Isto, por causa de sua convivência com a mãe no reino das águas, e da sua convivência com o Pai, no reino das matas. Não significando por isso que ele seja andrógeno ou hermafrodita (macho e fêmea), uma desculpa muito utilizada por alguns para justificarem suas personalidades, sem quererem assumir suas responsabilidades, jogando-a assim sobre o òrìsà.
Espero que compreenda isso, entendendo isso, se entende o culto para o Òrìsà: Ológùn Edé. Outros nomes dados ao mesmo fazem alusão aos seus Òrìkís – Òríns etc. Vai de cada ser entender ou mesmo compreender isso.
Escuto falar de diferenças de culto entre Brasil x África, do tão famoso Ojugbó coletivo, daqueles que nunca fizeram um caminho etc.
Quem foi que disse que em casas de Candomblé nunca existiu o culto coletivo? Conheço quem começou assim, seguindo até hoje os padrões Áfricanos.
Fácil julgar uma cultura que sobreviveu a base de chicotadas, difícil mesmo para muitos é compreender as adaptações que existem e sempre vão existir em qualquer lugar do mundo.
Concordo com erros absurdos e a falta de conhecimento de muitos hoje em dia, discordo também daqueles que simplesmente ficam parados no tempo, evitando uma melhoria satisfatória dentro do que aqui no Brasil seguimos.
Diversos Òrùnkós ou Orukós foram colocados como ( Qualidades x Caminhos) outros simplesmente inventaram qualidade disso ou daquilo, esse come com esse, formando assim, aquele caminho.
Um exemplo claro seria: Àyirá-Oba Igbó-inã.
Tradução:
Àyirá-O Rei da floresta de fogo.
Hoje se tornou para muitos uma qualidade ( Àyirá Igbónã – Agbonãn ou Igbonãn como muitos dizem ). Vale lembrar que seu templo principal fica em Dasa Zumé em Vedji perto do hùnkpámè do vòdún sàkpàtá templo principal em área fòn.
Diversas Adaptações feitas em nossa cultura, deve ser reconhecida em qualquer lugar do mundo.
O tão famoso ( Pó / sagrado ) se faz presente até hoje em nossos cultos.
Dizem que:
Devemos praticar, a união faz a força, o diálogo faz o entendimento.
Agora infelizmente:
A união para fazer a força, não pode ser feita à força.
Agora a realidade:
A união faz a força perante as adversidades.
Vamos encontrar muitas adversidades, desencontros ou maneiras diferentes em nossa cultura.
Vale apena compreender, entendendo assim porque as mesmas existem como também vale apena compreender, entendendo porque as mesmas foram inventadas.
Se vai lhe servir de suporte, ai já e outra historia.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Todo mundo reclama da crise, energia alta, cesta básica caríssima, gasolina putz , gás ai meu Deus. Mas posta fotos, com cervejas,wisque, uma ostentação. Não sou contra, as pessoas merecem se divertir, mas vejamos: Na segunda Feira, procure um politico e peça uma contribuição para: Projetos, Congressos, Comunidades ou algo próximo, a resposta: Poxa amigo(a) estou F....essa crise me acabou...ai vc lembra das fotos. O Povo hipócrita...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

EXU

Exu é o orixá da comunicação, da paciência, da ordem e da disciplina. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èșù, em iorubá, significa 'esfera', e, na verdade, Exu é o orixá do movimento. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun (o mundo espiritual) e o Aiye (o mundo material) seja plenamente realizada.
Na África na época da colonização europeia, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e à forma como é representado no culto africano. Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um equívoco, de acordo com a construção teológica iorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal.
Mesmo porque, nessa religião, não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins, como ocorre no cristianismo, segundo o qual tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso por Deus. Na mitologia yoruba, porém, assim como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
De caráter irascível, Exu se satisfaz em provocar disputas e trazer calamidades para as pessoas que estão em falta com ele. No entanto, como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo, Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano, que é, de um modo geral, mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes deOrunmilá e ainda rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú. A palavra elegbara significa "aquele que é possuidor do poder" (agbará) e está ligada à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é denominado Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei. Exu praticamente não possui ewós (ou quizilas) e aceita quase tudo o que lhe oferecem.
Os yorubas cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra usados de forma bem precisa em seus trabalhos.
Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: "Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame".
E assim é Exu, o orixá que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro. Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, por meio de uma artimanha, conseguiu ser o rei da região, tornando-se um dos reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil o reverenciam também com este nome. Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Escultura de Exu na Praça dos Orixás, em Brasília, no Brasil
No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas e as rezas: é saudado antes de todos os orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os exus de umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé há um quarto para Exu, sempre separado dos outros orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham Exu assentado.
É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém "... nem completamente mau, nem completamente bom ...", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.
Sacrifício para Exu nocandomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e uma quartinha de água ou cachaça, que são "arriados" para Exu.
Na nação de angola ou candomblé de Angola, Exu recebe o nome de AluvaiáPambu Njila e Legbá, no candomblé jeje.
Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda. Os exus de umbanda são entidades de pessoas desencarnadas que, por motivos de evolução espiritual, retornaram à terra para cumprir essa missão junto ao seus seguidores. Essas entidades são confundidas com esu ou exu do candomblé devido à proximidade que Exu tem com os homens. Entretanto, não são considerados orixás como o Exu, e sim entidades espirituais em evolução. Não se deve confundi-los com quiumbas - conhecedores das vontades de homens e mulheres no plano terrestre, onde viveram em épocas diferentes, com os mesmos problemas, desejos e sonhos.

Arquétipos[editar | editar código-fonte]

Seus filhos são sensuais, dominadores e inteligentes. Gostam da vida cercada de barulho, muitas pessoas e romances de todo tipo. Adoram festas e não se prendem a ninguém, são muito impulsivos. Mas se amam alguém, dão sua vida se for preciso, sem pensar em nada. Gostam de ajudar e trabalhar, mas podem se tornar vingativos e extremamente cruéis.

Algumas Considerações[editar | editar código-fonte]

[1] "Sobre o Òrìṣà Èṣù, além de suas atribuições mais conhecidas, embrenhamo-nos em uma de suas mais complexas e poderosas qualidades – como O Guardião do Àṣẹ – que, recebendo a réplica desta força neutra de Olódùmarè (Fálàdé, 1998, p. 494)[2] , coloca-a à disposição de todos, seja para os homens ou para os Òrìṣà, confirmando queÈṣù de mal ...., nada tem ...,mas ao contrário, apenas age com justiça.
Suas ações para com os seres humanos são altamente benéficas, auxiliadoras e produtivas para aqueles que fazem uso adequado de seu livre-arbítrio e que, com retidão, se portam de maneira condigna para com os princípios e padrões morais e religiosos, seja em relação a si mesmo, seja em relação ao meio ambiente em que vive.
Recordando uma frase citada: "(...) Isto acontece por que algumas pessoas erroneamente possuem a convicção que Eṣu é o opositor Satanás (Fálàdé, 1998, p. 493)[3] " e que, além disso, o que faz com que os sacerdotes sejam bons ou maus não é o simples fato de administrar o àṣẹ, e sim a forma que deliberadamente usam este àṣẹ, podemos dizer que isto é uma questão humana de caráter, e nada tem haver com o poder divino do Àṣẹ. O que podemos dizer de Èṣù, que recebeu e administra a cópia do próprio Àṣẹ de OlódùmarèÈṣù é igualmente neutro como o próprio Àṣẹ, por isso é o guardião do Àṣẹ.
Como Òdàrà, ele recebe, como Ẹlégbára, faz acontecer, e como Òjíṣé. conduz o retorno. Tudo isso é "Èṣù – Olódùmarè assim determinou." (Abimbola, 1975, p. 3)[4] Será que ele é tão terrível e mau quanto querem dele fazer? Como ele pode ser tão temível se é tão neutro como o Àṣẹ? Quando narramos o Odù Iwori-Ofun (Bascom, 1969, pp. 310-311)[5] , vimos que simplesmente Èṣù cumpriu seus desígnios de forma imparcial.
As explanações aqui realizada efetivamente enalteceram Èṣù, porém, cabe tecer algumas considerações sobre a absurda questão, mesmo por sincretismo, de que o Òrìṣà Èṣùseja o diabo das religiões cristãs e/ou o mal absoluto tratado pelas religiões ocidentais, que diferem totalmente dos conceitos da religião dos Òrìṣà (Òrìṣàísmo) (Barretti Fº, 2010)[6] , praticada na chamada Yorubaland e nas descendentes da diáspora.
Que fique registrado que a religião dos Òrìṣà, praticada em qualquer parte do mundo, independentemente do nome regional adotado, respeita, mas não reconhece a Bíblia como uma de suas diretrizes sagradas, tampouco o Alcorão e a Torá. Para os Òrìṣàístas, tratam-se apenas de livros religiosos, assim como tantos outros.
Òrìṣàímo oriundo da tradição oral, portanto ágrafa, apesar de já contar com muitos escritos, reconhece apenas a "oralidade" dos Ìtàn-Odù, os Ìtán-Mimó Òòṣà (histórias sagradas dos Òrìṣà) como o único "livro ou fala sagrada" a serem adotadas e que também reconhece os ditames do corpo "literário" do oráculo de Ifá, os Odù Ifá, cujo governo pertence à divindade Òrúnmìlà, portador de imensa sabedoria e conhecido como “Ibìkejì Olódùmarè – a segunda pessoa de Olódùmarè”.
Conceitos religiosos europeus e asiáticos não faziam parte das tradições yorùbá antes das colonizações, nem das religiões dela descendentes na diáspora, tampouco antes dos senhores de escravos imporem aos africanos o catolicismo, entre outras religiões.
As formas deturpadas, aculturadas e sincréticas que impuseram e continuam a se impor à religião, nos dias de hoje, foram e ainda o são, os maus frutos decorrentes do processo da escravatura nas Américas e das colonizações europeias impostas a povos africanos.
Conceitos cristãos como os de alma, céu, inferno e purgatório encontraram terreno fértil para se propagar nas já contaminadas tradições yorùbá e de suas descendentes, seja por missionários, seja por agentes governamentais e seja por autores pertencentes a outras culturas e/ou crenças que registraram as tradições, os costumes e religião dosyorùbá, escritos e interpretados pela ótica do colonizador e/ou opressor. E o pior, os registros decorrentes dessas interpretações (que até hoje continuam) criaram "falsas" tradições, que se tornaram "verdades literárias inquestionáveis" e vitimam a religião yorùbá até hoje. (Conferir em: Dos Yorùbá ao Candomblé Kétu – Os Autores)
Um fato muito importante e que deveria ser totalmente condenável é que sempre que se estuda ou se faz pesquisa no campo das religiões comparadas, os parâmetros e os referenciais são sempre os do cristianismoislamismo e outras religiões aplicados à religião tradicional dos yorùbá. A recíproca, infelizmente, nunca é verdadeira, pois, se assim o fosse, teríamos inúmeras e novas variáveis a serem avaliadas, para o bem da religião tradicional yorùbá e de suas descendentes."

Foto na internet de um suposto mapa com notas do Desfile Especial é investigada por Liesa

Para presidente da entidade, Jorge Castanheira, a imagem é brincadeira de mau gosto

POR 
RIO - Depois de o jurado de bateria Fabiano Rocha ter deixado o desfile do Grupo Especial pouco antes do início oficial do carnaval da Sapucaí no domingo, um outro quesito está sob o risco de ter uma de suas notas eliminadas. Está circulando nas redes sociais uma fotografia de um suposto mapa de notas da Liga Especial das Escolas de Samba. A imagem sugere que um dos julgadores do quesito Mestre Sala e Porta-Bandeira vazou ou deixou que vazassem as notas das escolas Estácio, Ilha, Beija-Flor e Grande Rio, referentes ao primeiro dia de desfiles.
O presidente da Liesa, Jorge Castanheira acredita que a foto seja apenas uma brincadeira de mau gosto, “maledicência de algum espírito de porco”. Ele explicou que qualquer pessoa pode baixar o arquivo do mapa de notas no site da Liesa. Mesmo assim, garante que irá investigar o caso:
— Eu já fiz algumas pesquisas e acredito que seja apenas uma tentativa de desestabilizar o campeonato. Mas assim que abrirmos os envelopes no momento da apuração na quarta-feira, vamos comparar as caligrafias. Se a foto que está na internet bater com a caligrafia e as notas de algum jurado, estas serão anuladas.
Segundo ele, o regulamento já prevê que no caso de um jurado faltar, esquecer de lançar alguma nota, vazamento de notas ou mesmo qualquer outra irregularidade, as notas do julgador envolvido são anuladas e substituídas pelas notas mais altas entre os outros julgadores do quesito.
A mesma norma será aplicada no quesito da bateria, depois que Fabiano Rocha deixou o campeonato. Jorge Castanheira não informou a razão, mas confirmou que a decisão pelo afastamento foi tomada depois de uma conversa entre ele e Fabiano.
— Ele me explicou suas razões, nós conversamos e chegamos a conclusão que seria melhor para ele deixar o desfile deste ano. Fabiano já trabalhou conosco em julgamentos no grupo de Acesso e no ano passado foi julgador do grupo Especial. É um excelente julgador, muito criterioso, e espero poder contar com ele novamente no futuro — afirmou.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/foto-na-internet-de-um-suposto-mapa-com-notas-do-desfile-especial-investigada-por-liesa-18635218#ixzz3zcNLOuIo 
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