segunda-feira, 21 de junho de 2010

dialética e amazonidade

qual é a "sua"? Existem muitas Amazônias...

Na verdade, desde antes da invenção colonial do rios das "amazonas" eram diversas regiões... Aturdido com a imensidade do desafio da missão o célebre jesuíta Antônio Vieira sapecou o título catequista de "rio Babel" (recomenda-se a obra do professor da UERJ José Ribamar Freire Bessa com o mesmo tílulo)... Aí se vê como os tupis forneceram a cunha linguistica que os padres gramatizaram para reduzir a babel e enfiar mato adentro a língua geral amazônica, tipo de esperanto conhecido como "Nheengatu" (a língua boa).

A língua boa não apenas apagou a más linguas amazônicas, reduzidas drásticamente pelos mesmos tupis num paneiro só; em "Nheengaíba", como também serviu de cavalo de batalha da língua de Camões...

Explicação do milagre dos brasileiros falarem português do Oiapoque ao Chuí. Para isto precisou um genocídio enormíssimo em nome de Deus e do trono de Portugal. O Império do Brazil não agradeceu aos colonizadores e ainda acrescentou o peso até que os escravos, os sitiantes ribeirinhos e a pequena burguesia das vilas próximas de Belém levantaram-se na única revolução brasileira onde o povo chegou ao poder (1835-1836), dita (como sempre) de fora para dentro de "Cabanagem" e pintada como parecia aos donos do poder...

de fato, os chamados "cabanos" nunca se trataram como tal: eram apenas Paraenses desesperados e em armas! Foram "vencidos" a custo de mais um genocídio entre tantos: agora, 40 mil mortos numa população de 100 mil almas...

a liderança autofágica da Cabanagem expôs ao vivo suas contradições: o primeiro presidente, o fazendeiro Félix Malcher; ao primeiro arrobo de mando foi logo assassinado pelos combatentes; o segundo Francisco Vinagre, mais moderado pretendeu negociar com o Império e depor as armas... foi miseravelmente traído e feito refém pelo presidente legal (sic)... Antônio Vinagre retira-se para o interior e retorna com mais força, morre em combate; dos revoltosos surge um jovem cearense - Eduardo Angelim - que retoma a capital e expulsa o governo legal... Assediado pelos ingleses a proclamar independência da província repele o agente estrangeiro, mas reincide no erro de Francisco Vinagre de conciliar com os neocolialistas... Desta vez mais grave pois que para conquistar a confiança dos senhores mandou fuzilar os negros mais exaltados na luta...

vendo os escravos que não podiam confiar nos brancos, nem mesmo no campo dos rebeldes; desertaram em tropelia rio acima e foram formar Mocambos (quilombos) no Curuá e Trombetas fugindo às tropas escavagistas até os confins das Guianas...

é importante que o mundo exterior às Amazônias (brasileira, boliviana, peruana, equatoriana, colombiana, guianense, surinamente e franco-guianense) procurem as descobrir, conservar ou desenvolver corretamente. Melhor ainda escutar o que 25 milhões de amazônidas tem a dizer sobre tudo isto...

a memória da Amazônia

A Amazônia, além da já conhecida e sempre citada riqueza biológica e cultural, é um ambiente heterogêneo. Seria um equívoco pensar a região de modo generalizante, a ponto de estudiosos tão díspares como a pesquisadora alemã Maritta Koch-Wesser e o General Eduardo Dias da Costa Villas Boas, ambos palestrantes convidados do projeto Repórter do Futuro, concordarem com a existência de várias amazônias. È justamente a partir desse entendimento que Maritta vem trabalhando no projeto “Amazônia em transformação: História e perspectivas”, no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP).

A produção acadêmica sobre a região amazônica é imensa. O interesse de estudiosos de várias áreas do conhecimento, como geografia, biologia, antropologia e outras, gerou uma riqueza de estudos tanto sobre os aspectos físicos e biológicos, quanto sobre a historiografia e as sociedades da Amazônia. Mas o conhecimento que se têm hoje não á restrito ao ambiente acadêmico. Estudos de impacto ambiental de grandes obras como Carajás e Tucuruí também podem ser vistos como fonte importante de informação, apesar de todos os interesses políticos e econômicos envolvidos nesses empreendimentos.

O projeto do IEA, iniciado no final de 2009 e coordenado por Maritta, tem como intuito agregar essas produções, sejam elas de fins acadêmicos, econômicos, ou até burocráticos, como os arquivos de órgão públicos, a exemplo da SUDAM. Ele prevê também a criação de uma rede para reunir acervos raros e não publicados sobre a Amazônia. A pesquisadora propõe a criação de uma plataforma interativa, a exemplo da Wikipedia e um sistema de busca que chama de provisoriamente de “Google Amazon”.

O projeto tenta agrupar pesquisas dos últimos 50 anos sobre a região. Para Maritta, essa foi uma época caracterizada pela evolução das pesquisas. “Esses 50 anos de transformação da Amazônia são uma época de aprendizagem que deve alimentar estratégias futuras”. Ela diz ainda que “Muitas pesquisas boas [foram feitas]”, e que já conseguiu permissão para usar o acervo de Aziz Ab’Saber e Betty Mindlin, dois grandes intelectuais e estudiosos sobre a região. Vai mais longe ao atribuir aos estudos os resultados que geraram políticas públicas de preservação, pelo menos no âmbito legal, reconhecidas como modelo em todo o mundo. Hoje a Amazônia tem 20% de suas terras em reservas.

Pensando nos benefícios práticos que os estudos podem gerar os objetivos do projeto são: resgatar a memória dos projetos de transformação; viabilizar um futuro enraizado na aprendizagem e disponibilizar as informações sobre a Amazônia, tendo em vista as divisões sub-regionais. “Isso é importante, não falar da Amazônia em termos gerais”, destaca. Sobre os propósitos do programa, a pesquisadora, que já trabalhou em diversas organizações voltadas ao meio ambiente, como a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), diz ser “importante registrar de uma forma fria o que aconteceu com cada um dos atuantes. Para futuramente continuar nessa progressão do desenvolvimento ambiental, é importante entender essas raízes”. Maritta afirma que o interesse é saber como e porque as estratégias de atuação foram pensadas em sua época. “Você tinha estratégias muito divergentes. O que vemos é que hoje há uma integração muito maior em termos de planos regionais”.

sábado, 19 de junho de 2010

EU SOU EXU.

NÃO SOU PRETO, BRANCO OU VERMELHO

TENHO AS CORES E FORMAS QUE QUISER.

NÃO SOU DIABO NEM SANTO, SOU EXU!

MANDO E DESMANDO,

TRAÇO E RISCO

FAÇO E DESFAÇO.

ESTOU E NÃO VOU

TIRO E NÃO DOU.

SOU EXU.

PASSO E CRUZO

TRAÇO, MISTURO E ARRASTO O PÉ

SOU REBOLIÇO E ALEGRIA

RODO, TIRO E BOTO,

JOGO E FAÇO FÉ.

SOU NUVEM, VENTO E POEIRA

QUANDO QUERO, HOMEM E MULHER

SOU DAS PRAIAS, E DA MARÉ.

OCUPO TODOS OS CANTOS.

SOU MENINO, AVÔ, MALUCO ATÉ

POSSO SER JOÃO, MARIA OU JOSÉ

SOU O PONTO DO CRUZAMENTO.

DURMO ACORDADO E RONCO FALANDO

CORRO, GRITO E PULO

FAÇO FILHO ASSOBIANDO

SOU ARGAMASSA

DE SONHO CARNE E AREIA.

SOU A GENTE SEM BANDEIRA,

O ESPETO, MEU BASTÃO.

O ASSENTO? O VENTO!..

SOU DO MUNDO,NEM DO CAMPO

NEM DA CIDADE,

NÃO TENHO IDADE.

RECEBO E RESPONDO PELAS PONTAS,

PELOS CHIFRES DA NAÇÃO

SOU EXU.

SOU AGITO, VIDA, AÇÃO

SOU OS CORNOS DA LUA NOVA

A BARRIGA DA RUA CHEIA!...

QUER MAIS? NÃO DOU,

NÃO TOU MAIS AQUI

Edital de seleção para o Programa Oi Novos Brasis 2010. Oi Futuro abre seleção para projetos de desenvolvimento de tecnologia social em todo o país.

O Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, lança hoje o edital de seleção para o Programa Oi Novos Brasis 2010. O programa de apoio técnico e financeiro para projetos sociais busca viabilizar idéias inovadoras de todo país que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano.

A seleção terá como foco o desenvolvimento de tecnologias sociais que possam ser reaplicadas em grupos sociais semelhantes. Os projetos inscritos devem atender a um dos seguintes campos de atuação: ações educacionais complementares ao sistema de educação formal, qualificação profissional voltada para geração de trabalho e renda e ampliação do acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais ou ambientais. Serão valorizados critérios como criatividade, inovação, capacidade de apresentação de diagnóstico da comunidade atendida e de monitoramento do trabalho realizado.

Cada organização poderá inscrever até quatro projetos, mas apenas um deles poderá ser selecionado. O processo de seleção dos projetos sociais ainda levará em consideração os seguintes temas transversais:

O Oi Novos Brasis é um dos principais programas do Oi Futuro. No ano passado, o instituto investiu só neste programa cerca de R$ 2,3 milhões e desde o lançamento do programa, em 2004, já beneficiou mais de 40 mil pessoas em mais de 70 projetos. “Além de ampliar a dimensão nacional, em 2010, o Oi Novos Brasis prioriza os campos de atuação em ações educacionais, qualificação profissional e acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais ou ambientais”, diz Wellington Silva, Diretor de Comunicação do Oi Futuro.

O edital é voltado para organizações sem fins lucrativos e devidamente legalizadas. Após a seleção dos projetos, que será realizada por um grupo de especialistas, o Oi Futuro acompanhará a implantação de cada iniciativa, auxiliando na gestão e na avaliação do impacto das atividades.

O Zelous - Telemedicina Preventiva a Favor das Crianças e Adolescentes Diabéticos Insulino-dependentes, em São Paulo, Sertão.Net na Escola, realizado pela Associação de Policultores de Cafarnaum, que promove encontros com crianças do interior e capital da Bahia através de videoconferências,. Inclusão Digital e Profissional de Jovens em Comunidades Rurais do Tocantins e Educação Inclusiva, que é realizado em Sergipe pelo Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação_IPTI são algumas das iniciativas selecionadas pelo Oi Novos Brasis no ano passado.

Por apostar no desenvolvimento de soluções sociais, o Oi Novos Brasis dispõe ainda de uma rede virtual de relacionamento para troca de experiência entre os parceiros. Também são realizados encontros anuais, onde os integrantes das organizações parceiras se conhecem pessoalmente e iniciam conversas para parcerias concretas.

As inscrições, assim como o regulamento de participação, estarão disponíveis no site de 25 de maio a 26 de julho.

Os projetos deverão ser inscritos exclusivamente pelo site www.oifuturo.org.br/oinovosbrasis2010 , através do preenchimento do formulário de inscrição. Antes de iniciar este processo, recomendamos que você faça o download do formulário de inscrição em pdf aqui.


Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro tem a missão de desenvolver, apoiar e reconhecer ações educacionais e culturais inovadoras, que promovam o desenvolvimento humano, utilizando tecnologia de comunicação e informação. O principal foco das ações do instituto de responsabilidade da Oi é a promoção de um futuro melhor para a juventude brasileira, reduzindo distâncias geográficas e sociais.

Os programas Oi Tonomundo, Oi Kabum! (escolas de arte e tecnologia), NAVE e Oi Novos Brasis atendem 600 mil crianças e jovens. O Oi Conecta, um programa em parceria com o Governo Federal, leva banda larga a mais de 37 mil escolas públicas, beneficiando cerca de 24 milhões de alunos.

Na área cultural, o Oi Futuro atua como gestor do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. O Oi Futuro apóia, ainda, projetos aprovados pelo FIA – Fundo para Infância e Adolescência - FIA e pela Lei de Incentivo ao Esporte. A Oi foi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos sócio-esportivos inseridos na nova Lei.

Mais informações
Alice Abbud
Oi – Comunicação Corporativa / www.oifuturo.org.br
(61) 3415-1191
(61) 8401-8095
alice@oi.net.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sem políticas de cotas para negros na educação ou no mercado de trabalho, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado por unanimidade nesta quarta-fei

Sem políticas de cotas para negros na educação ou no mercado de trabalho, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira pela CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado, depois de dez anos de tramitação no Congresso.

Apesar de os senadores admitirem que a proposta "não é perfeita nem a ideal", existe acordo entre os partidos para que o texto seja votado ainda hoje no plenário da Casa, para depois seguir à sanção presidencial.

"O acesso à universidade e ao programa de pós-graduação, por expressa determinação constitucional, deve se fazer de acordo com o princípio do mérito e do acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística segundo a capacidade de cada um", argumenta o relator do projeto, Demóstenes Torres (DEM-GO), em seu parecer.

Ele defendeu a agilidade na apreciação do projeto sobre cotas na educação que já tramita no Senado. Afirmou, porém, que as cotas devem ser sociais, e não raciais.

Caíram também os incentivos fiscais a empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota mínima de 20% de trabalhadores negros, porque seriam uma discriminação reversa contra os brancos pobres, segundo entendimento dos senadores.

A exclusão das cotas provocou reação da plateia --formada principalmente por integrantes de movimentos-- que gritou em coro: "Os traidores serão lembrados, senadores".

Representantes de movimentos de afrodescendentes que acompanharam a votação se disseram frustrados com o esvaziamento do projeto, mas afirmaram que a aprovação é uma vitória para a população negra.

"Identificamos que a não aprovação do estatuto constituiria um entrave à efetiva emancipação e desenvolvimento dos negros deste país", afirmou Nuno Coelho, coordenador nacional do Movimento dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil.

Segundo Coelho, o texto é um ponto de partida para que o governo e o Congresso passem a discutir políticas destinadas aos negros. Ele disse que os movimentos já estão articulando com congressistas propostas para cada um dos trechos suprimidos do texto inicial.

Como o projeto é do Senado e já foi alterado e aprovado pela Câmara, os senadores só puderam suprimir artigos e trechos e fazer emendas de redação.

Raça

O relator retirou todas as menções a "raça" do texto, apesar de o termo estar presente no nome do projeto. Demóstenes afirma que a idealização do estatuto partiu do mito da raça, mas "geneticamente, raças não existem".

"Deste modo, em vez de incentivar na sociedade a desconstrução da falsa ideia de que raças existem, por meio do estatuto, o Estado passa a fomentá-la, institucionalizando um conceito que deve ser combatido, para acabar com o preconceito e com a discriminação."

Na mesma linha, a proposta aprovada pela comissão rejeita a expressão "derivadas da escravidão", em artigo que trata da implementação de programas de ação afirmativa destinados a reparar distorções e desigualdades sociais.

A justificativa é que o estatuto deve "olhar para o futuro", buscando a justiça social para todos os injustiçados, sem limitação a descendentes de escravos.

Os senadores também suprimiram do texto o termo "fortalecer a identidade negra", sob o argumento de que não existe no país uma identidade negra paralela a uma identidade branca.

"O que existe é uma identidade brasileira. Apesar de existentes, o preconceito e a discriminação não serviram para impedir a formação de uma sociedade plural, diversa e miscigenada", defende o relatório de Demóstenes Torres.

A população negra não será alvo de políticas de saúde específicas porque, para o relator, é um "total equívoco" acreditar que ela é predisposta a doenças exclusivas. "Mesmo doenças ditas raciais, como a anemia falciforme, decorrem de estratégias evolucionárias de populações expostas a agentes infecciosos específicos. Nada tem a ver com a cor da pele."

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) votou em favor do estatuto, mas fez ressalva a esse ponto. "Morrem seis vezes mais mulheres negras no parto do que brancas. Existem, sim, especificidades na população negra."

"Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar".

Hino Nacional Brasileiro (em língua tupi).


Embeyba Ypiranga sui, pitúua,
Ocendu kirimbáua sacemossú
Cuaracy picirungára, cendyua,
Retama yuakaupé, berabussú.
Cepy quá iauessáua sui ramé,
Itayiuá irumo, iraporepy,
Mumutara sáua, ne pyá upé,
I manossáua oiko iané cepy.


Iassalssú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê !


Brasil ker pi upé, cuaracyáua,
Caissú í saarússáua sui ouié,
Marecê, ne yuakaupé, poranga.
Ocenipuca Curussa iepê !
Turussú reikô, ara rupí, teen,
Ndê poranga, i santáua, ticikyié
Ndê cury quá mbaé-ussú omeen.


Yby moetéua,
Ndê remundú,
Reikô Brasil,
Ndê, iyaissú !


Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú, Brasil !
Ienotyua catú pupé reicô,
Memê, paráteapú, quá ara upé,
Ndê recendy, potyr America sui.
I Cuaracy omucebdy iané !
Inti orecó puranguáua pyré,
Ndê nhu soryssára omeen potyra pyré,
ÌCicué pyré orecó iané caaussúî.
Iané cicué, ìndê pyá upé, saissú pyréî


Iassalsú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê !


Brasil, ndê pana iacy-tatá-uára
Toicô rangáua quá caissú retê,
I quá-pana iakyra-tauá tonhee
Cuire catuama, ieorobiára kuecê.
Supi tacape repuama remé
Ne mira apgáua omaramunhã,
Iamoetê ndê, inti iacekyé.






Yby moetéua,
Ndê remundú,
Reicô Brasil,
Ndê, iyaissú !






Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú,
Brasil !



Hino Nacional Brasileiro

Música: Francisco Manuel da Silva
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil de um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece
Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza,

Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos tem mais flores,
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado
Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,

Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada

Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!

editais de seleção pública para apoiar projetos e premiar iniciativas culturais