sábado, 24 de abril de 2010

DESCOLONIZAÇÃO DO GRANDE PARÁ, OU NÃO E NÃO A "BELO MONTE"!!

"os povos não são besta a suportar tudo calado", FELIPE PATRONI
(maluco beleza e deputado da Província do Pará, discurso nas Cortes de Lisboa, 1821)

Eu acho admirável o fato histórico da "indiada" do Xingu ser uma pedra no sapato da aloprada tecnocracia tupiniquim & seus sócios estrangeiros. Uma BARRAGEM viva oposta à premeditação do estupro de Kararaô (codinome "Belo Monde").

Essa brava gente do Xingu tem glória e tradição de resistência: fala por todo humilhado povo do Grão Pará por um mandato ancestral pré-invenção da Amazônia!!!...

Se os "telespectadores" da invenção da Amazônia não querem saber Índios e o povo paraense não quer mais ser índio seduzido pelas promessas de "primeromondo" da Paulicéia desvairada, pior para o Brasil e a província minerária exportadora do grão Pará...

Agora, uma coisa é a AMAZONIDADE NATIVA contra a LESEIRA AMAZÔNICA, outra é a besteira ecologista trazida a Cavalo de Tróia: o uso sustentável da energia hídrica das regiões amazônicas é comparável ao petróleo do Pré-Sal... É a economia, estúpido! Todavia, a quem vai servir a economia do petróleo e a energia hidráulica?

Aí é que a porca torce o rabo!

E eu não acho que por ser neto de índia marajoara eu e meus parentes de Itaguari tenhamos que nos calar por sermos emancipadou ou voltar a nos confinar -- sob tutela da ambígua FUNAI -- na antiga maloca dos "Guaianazes", aldeia do Vilar e Mangabeira (Ponta de Pedras), costa da baía do Marajó.

Embora eu gostasse muito que, por razões de incompetência política local, não se tivesse dado com os burros n'água no INOVADOR projeto de execução descentralizada PED-GUAIANÁ na terra natal de Dalcídio Jurandir.

quem se lembra dos PED's cantados em prosa e verso em pristas eras de parolagem do PPG-7? Quantos poemas! Quantos marquetings pra inglês (e alemão) ver! quantos seminários e workshops! Quando acaba, mingau de bacaba; os cabocos ficaram na mesma... se não fosse a marretagem do açaí e camarão zinho de sempra a gente estava frita na academia do peixe frito e universidade da maré...

Pois ali naquela antiga "ponta de pedras" (sesmaria dos padres da Companhia de Jesus, 1686) Marajó poderia restaurar a ALDEIA EXTINTA e modernizar o Município deserdado no Diretório dos índios (1757) com a despótica Expulsão dos Jesuítas (1759)...

miguou interesse acadêmico e NINGUÉM ENTENDEU patavina de Belém a Brasília até as altas esferas do Banco Mundial...

"O ignorante pede a Deus que o mate e ao Diabo que o carregue" (ditado popular da Galícia, terra de meu avô camponês).

Se PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE fosse assim como rezam os ecoloucos e os eco-espertos de temporada, os batavos ainda viveriam debaixo de moínhos de vento com calefação de estrume fresco do estábulo à ilharga do dormitório... Nem por isto a modernidade dos Países-Baixos derrubou os velhos moinhos da paisagem cultural da Holanda.

Por que com os "índios" do Pará o "desenvolvimento sustentável" teria que ser diferente... Até a amnésia lesar completamente a alma da gente? Há algo de podre no reino da Dinamarca, que não se falou na cúpula de Copenhague...
***
não vale fazer índio de "laranja" de interesses cara-pálida obscuros: o caminho do Inferno (verde) é pavimentado de boas intenções...

Não vale posar de ecologista caviar e champanhota, militar na "esquerda" escocesa...
na vale deixar as águas rolar entre chuvas e esquecimento (e pirataria de água na boca do Amazonas), se entregando à frescura do nacionalismo de gabinete em ar-refrigerado enquanto kingOngs pintam e bordam mato adentro na famosa casa da mãe Joana.

pra que serve a briosa força verde-oliva? Pra recrutar brasileiros de todas a classes e cores e prepará-los a defender a Amazônia brasileira nos confins junto aos povos das águas e da floresta... Serve para acordar a burguesia do dolce farniente cercado de favelas por todos os lados...

BELO MONTE PRECISA DE OUTRA LEITURA:
TAL QUAL TRANSAMAZÔNICA COM PRÓS E CONTRAS
ATÉ EMPODERAMENTO SOCIOAMBIENTAL VERDE-AMARELO APÓS O "MILAGRE"

Sei que sou apenas um caboco desimportante, mas tive chance de ser politicamente alfabetizado e me tornar um Servidor Público dos menos despreparados... Pronto a defender a 'res pública" e defender o Povo ao qual pertenço.

Sou, com orgulho, servidor "inativo" mais atento ao PÚBLICO do que muitos "ativos" bajuladores de chefões e patrões.

Um brasileiro de "terceira idade" que procura corresponder com a minguada aposentadoria o bem que os companheiros e companheiras de jornadas de trabalho mal pagas fazem a este nosso País do Pau Brasil, que já vai despontando (depois de 500 anos a passar bicheira, noves fora os Donos do Poder nossos senhores desde a velha Lusitânia) entre as melhores repúblicas do mundo contemporâneo.

A imagem da índia Tuíra raspando facão na cara do nobre engenheiro não sai de minha memória fotográfica... Cuidado doutor! Olha aí o espírito cabano! Conversa direito com o povo, a gente não quer mais missanga...

tem gente lá fora, no mundo, que sabe mais e melhor das Amazônias do que os "amazônidas" da Estação das Docas e do shoping Iguatemi... e isto é importante. Uma pequena semente com poucos fiéis da SOLIDARIEDADE global, a Internacional... Observadores que torcem a favor do Brasil país do Futuro, mas prestam atenção às contradições brasileiras sobre projeto de hidrelétrica do rio Xingu...

Chama atenção inovações tais como, em lugar da grande empresa privada papatudo, que engole empresa pública e comunidades locais, como aconteceu na privatização do minério de ferro de Carajás... o modelo proposto seria [se Deus quiser e o Povo ficar de olhos abertos] debaixo do controle do Estado-federal...

um crime de lesa inciativa privada [isto é, ruina das Capitanias hereditárias SOCIEDADE ANÔNIMA]...

isto explicaria, talves:

1) histeria das kingOngs e superstars Sting, Cameron et caterva....

2) a grande mídia capitalista subitamente convertida à ecologia de buseness...

3) o lado sombrio da coalização de governança com seu apoio $$$$.

MAS...

Belo Monte (aliás KARARAÔ) abre chance para aliados de esquerda insistir na inovação '"PÚBLICO-PRIVADA (empresa mixte) + ECOLÓGICO-ECONÔMICO...

devido o grande porte da obra "Belo Monte" [3ª maior hidrelétrica do mundo] a PRESSÃO INTERNACIONAL será enorme sobre os impactos ambientais, sociais e etnológicos...

a COMPENSAÇÃO FINANCEIRA terá que ser tão importante quanto as vantagens econômicas e ambientais esperadas.

a MATRIZ ENERGÊTICA BRASILEIRA É A MAIS LIMPA DO MUNDO graças à ÁGUA... e portanto a gestão da ÁGUA é que se deve debater em toda sua extensão, não apenas tratar de uma barragem de grande porte...

há experiência (boa e ruim) na Amazônia com hidrelétricas [Tucuruí, Balbina, etc.] os jornais apontam fabricantes de equipamentos (notadamente turbinas hidrelétricas) em subornos milionários de empresários e políticos brasileiros corruptos presentes em grandes projetos de energia...

a solidariedade internacional não deve ser MANIQUEÍSTA, mas se informando melhor sobre os prós e contras e COMPARANDO o sistema energético de cada país perguntar o que é melhor para todo mundo...

no case Pará a pobreza dos espíritos da elite malmente é contrariado por uns poucos quixotes que aceitam Belo Monte sob CONDIÇÕES....

(A) QUE AS COMUNIDADES INDÍGENAS DO XINGU SEJAM LOGO AS PRIMEIRAS A SER COMPENSADAS;
(B) A SEGUIR O ESTADO DO PARÁ COMPENSADO PARA CONSTRUÇÃO DE SUA NOVA CAPITAL NO XINGU;
(C) COM A NOVA CAPITAL PARAENSE NO XINGU, HAVERÁ OPORTUNIDADE DE IMAGINAR A CIDADE AMAZÔNICA DO TERCEIRO MILÊNIO, ONDE CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO NO TRÓPICO ÚMIDO DEVEM SER A VEDETE...
(D) A CONDICIONAR TAMBÉM A HIDRELETRICA DE "BELO MONTE" UM MONTE DE BENEFÍCIOS PARA O POVÃO DA ÁREA METROPOLITANA DE BELÉM.... um projeto de Transportes Coletivos movido à energia elétrica do sistema integrado Tucuruí-Belo Monte com metrô de superfície de Belém até Castanhal associado a linhas auxiares de ônibus movidos a biocombustível.

O DIABO É O NEOCOLONIALISMO QUE DEIXA A GENTE PARAENSE A VER NAVIOS... (é disto que se trata)

Funarte lança 34 editais - R$ 56 milhões para as Artes

R$ 56 MILHõES PARA AS ARTES
FUNARTE LANçA 34 EDITAIS PARA PREMIAR MIL ARTISTAS
Com o maior orçamento dos últimos 20 anos definido pelo
Ministério da Cultura, a Funarte acaba de lançar 34 editais de
fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais,
fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital.
Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para
projetos de produção, formação de público, pesquisa,
residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica
sobre arte.

Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o
Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às
áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música,
literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil
prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção,
formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a
festivais e produção crítica sobre arte.

Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz
(teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede
Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas
públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à
criação em música erudita e à circulação de música popular
também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem
espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.


Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de
festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio
a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição
investe na composição de música erudita, em concertos didáticos
na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular.
Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões
regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão
crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como
categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.

ORÇAMENTO RECORDE – O orçamento da Funarte para 2010 é de R$
101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte
anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a
partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da
Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos
encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os
Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por
comissões externas, contando sempre com representantes de todas as
regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país.


CONFIRA OS EDITAIS 2010 DA FUNARTE/MINC QUE ESTãO COM INSCRIçõES
ABERTAS:

Prêmio de Produção Crítica em Música – Edital para apoio a
dez trabalhos de pesquisa sobre música brasileira, com prêmios de
R$ 15 mil para cada contemplado. Inscrições até 26 de maio.

Prêmio de Composição Clássica – Edital para apoio a 70 obras
inéditas para a XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com
prêmios de R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil e R$ 30 mil.
Inscrições até 30 de setembro.

Prêmio de Concertos Didáticos – Edital para apoio a 16 projetos
de concertos didáticos em escolas da rede pública, com prêmios de
até R$ 20 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 28
de maio.

Prêmio Circuito de Música Clássica – Edital para apoio a 12
projetos de recitais de música de concerto, com prêmios de até R$
75 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 27 de maio.

Prêmio Circuito de Música Popular – Edital para apoio a 12
projetos de turnês de espetáculos de música popular, com prêmios
de R$ 65 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 26 de
maio.

Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Edital para
apoio a 20 projetos de gravação e difusão da música popular, com
prêmios de R$ 35 mil para cada proposta selecionada. Inscrições
até 26 de maio.

Prêmio de Dança Klauss Vianna - Edital para apoio a 40 projetos de
atividades e espetáculos de dança, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 60
mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.

Prêmio de Teatro Myriam Muniz – Edital para apoio a 34 projetos
de circulação de espetáculos, com prêmios de R$ 90 mil e R$ 150
mil, e 36 de montagem de espetáculos, com prêmios de R$ 60 mil, R$
90 mil e R$ 120 mil. Inscrições até 23 de maio.

Prêmio Festivais de Artes Cênicas – Edital para apoio a 36
projetos de festivais de teatro, circo e dança, com prêmios de R$
50 mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.

Bolsa de Residências em Artes Cênicas – Edital para seleção de
43 propostas de residência artística para profissionais de teatro,
dança ou circo, com bolsa de R$ 45 mil para cada beneficiado.
Inscrições até 23 de maio.

Prêmio Artes Cênicas na Rua – Edital para apoio a 63 projetos de
apresentação, registro ou preservação de atividades artísticas,
com prêmios de R$ 20 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil. Inscrições até
23 de maio.

IBERESCENA - Fundo intergovernamental de apoio às artes cênicas.
Criadores e produtores podem inscrever projetos em quatro categorias.
Editais e mais informações em www.iberescena.org. Inscrições
até 3 de setembro.

Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo – Edital para apoio a 103
projetos de artes circenses nas diversas regiões do país, com
prêmios de R$ 15 mil, R$ 25 mil e R$ 40 mil. Inscrições até 23 de
maio.

Bolsa para Formação em Artes Circenses – A Escola Nacional de
Circo, situada no Rio de Janeiro, amplia seu caráter nacional ao
conceder 15 bolsas de R$ 20 mil para alunos de outras áreas.
Inscrições abertas até 23 de maio.

Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais
– Edital para apoio a 30 trabalhos de reflexão crítica e teórica
sobre a cultura brasileira, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até
27 de maio.

Rede Nacional Artes Visuais – Edital para apoio a 40 projetos de
fomento às artes visuais, com prêmios de R$ 20 mil e R$ 30 mil.
Inscrições até 24 de maio.

Bolsa de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais –
Edital para apoio a dez trabalhos de criação e de pesquisa em artes
visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.

Bolsa de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais –
Edital para apoio a dez projetos de produção crítica em artes
visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 24 de maio.

Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais de
Artes Visuais – Edital para apoio à realização de festivais de
fotografia e/ou performances e de salões regionais, com prêmios de
R$ 95 mil e R$ 260 mil. Inscrições até 24 de maio.

Prêmio Marc Ferrez de Fotografia – Edital de apoio a 36 projetos
de no campo da fotografia, com prêmios de R$ 10 mil e R$ 40 mil.
Inscrições até 24 de maio.

Conexão Artes Visuais - Edital de apoio a 30 projetos de festivais,
salões de arte, mostras, palestras, seminários, debates, oficinas,
mapeamentos, publicações e exposições, com prêmios de R$ 55 mil.
Inscrições até 8 de maio. Patrocínio: Petrobras.

Bolsa de Criação Literária – Edital para apoio a 60 trabalhos
de produção de textos literários, nos gêneros lírico ou
narrativo, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.

Bolsa de Circulação Literária – Edital para apoio a 50 projetos
de atividades de promoção e difusão da literatura, em municípios
do Programa Territórios da Cidadania, com bolsas de R$ 40 mil.
Inscrições até 27 de maio.

Bolsa de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet –
60 pesquisadores receberão R$ 30 mil para desenvolver textos
críticos sobre arte em mídia digital, ou produzir conteúdo digital
para a web.

Prêmio de Arte Contemporânea – Edital para apoio a 15 projetos
de artes visuais para exposição nos espaços culturais da
Funarte/MinC no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo
Horizonte, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil.
Inscrições até 27 de maio.

Além de editais para a ocupação de galerias e outros espaços
expositivos, foram lançadas 11 seleções públicas para projetos de
música e de artes cênicas a serem desenvolvidos em salas de
espetáculos e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Ascom Funarte

Mais informações: www.funarte.gov.br - Portal das Artes Funarte

Conferências tem alterado democracia brasileira

Notícias

Conferências tem alterado democracia brasileira, diz Iuperj

Por Redação [Sexta-Feira, 23 de Abril de 2010 às 17:21hs]


A realização de conferêncais nacionais com etapas regionais tem alterado a forma da democracia em nosso país. Em recente pesquisa do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), constatou-se que os fóruns abertos à população para formulação de polítcas públicas tem alterado o modelo de democracia e tido efeitos reais na aprovação de leis.

De acordo com o levantamento da Iuperj, denominado “A Democracia Brasileira entre Representação e Participação: As Conferências Nacionais e o Experimentalismo Democrático Brasileiro”, das 1.937 diretrizes das conferências analisadas, foram gerados 2.808 projetos de lei e propostas de emendas constitucionais, ainda em trâmite à época da pesquisa. Além disso, foram identificados outros 321 projetos de lei e emendas constitucionais aprovados, sendo 312 leis ordinárias ou complementares e nove emendas constitucionais, totalizando 3.129 proposições legislativas.

A professora Thamy Pogrebinschi, da Iuperj, analisou os resultados de 80 conferências com caráter deliberativo (que gera documento com propostas de normas e leis), realizadas desde 1988. Além do Poder Legislativo, as conferências pautam os atos normativos, as portarias e as medidas administrativas do governo.

Os resultados práticos das conferências, segundo a pesquisadora, estabelecem uma forma inédita de cooperação entre Estado e sociedade civil, e não teme que possa haver uma cooptação pelo Estado. “É uma forma da sociedade civil, por dentro do Estado, vir apresentando as suas próprias demandas. Essa cooperação de modo algum implica em cooptação. Ao contrário, fortalece a sociedade civil e a mantém autônoma.”

“Esse estudo se propõe a investigar o impacto do processo das conferências nacionais na produção legislativa. O processo foi fortemente dinamizado no governo do presidente Lula, ao ponto de que mais de 60% de todas as conferências realizadas desde 1941 aconteceram de 2003 para cá”, disse o secretário nacional de Articulação Social, Gerson Almeida. Na amostra de 80 conferências, 56 ocorreram nos últimos sete anos; e de 33 temas identificados pela pesquisa, 32 foram tratados no período.

Como exemplos dos resultados das conferências estão o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), o Sistema Único de Saúde (SUS), o sistema nacional de assistência social e o Plano Nacional de Combate à Desigualdade Racial. Para a pesquisadora Pogrebinschi, o melhor exemplo é o PNDH-3 por considerar os resultados de mais de 50 conferências traz políticas públicas para mulheres, indígenas, negros, quilombolas, mas também para segurança pública, desenvolvimento agrário e cidades.
Com informações da Agência Brasil.

D. DIOMAR, O FISCO E A DIGNIDADE

(Joãozinho Ribeiro)

O Banco Mundial divulgou esta semana que 60 milhões de latino-americanos – metade brasileiros – saíram da pobreza de 2002 a 2008, mas 10 milhões retornaram a ela em 2009: metade mexicanos, nenhum brasileiro. Meio milhão de brasileiros conseguiu sair da pobreza em plena crise, constatou o IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas. 168,6 bilhões de reais é a arrecadação do governo federal no primeiro trimestre de 2010, valor superior ao mesmo período do ano passado.

Estas informações constam da última edição da revista Carta Capital que circula esta semana pelo país afora, dando conta da eficácia das políticas e programas sociais desenvolvidos atualmente no Brasil, pelo Governo Lula. As políticas públicas ganham importância vital nas eleições presidenciais deste ano, para discutir o papel do Estado na indução da distribuição de renda, coisa que a própria crise financeira mundial desautorizou o mercado a se apresentar como único e exclusivo detentor desta função.

Saindo do campo macroeconômico, das grandes cifras, das grandes, e às vezes, tenebrosas transações, penso nas contribuições singelas que a gente modesta deste meu país oferece no seu laborioso dia a dia ao futuro da nação. Conforme dados recentemente divulgados por pesquisas internacionais, o Brasil é o segundo país de empreendedores do mundo, ficando atrás somente da China.

Sei que o aumento da arrecadação, como servidor de carreira da Receita Federal, a grosso modo, se dá, geralmente, por dois motivos elementares: 1) o bom desempenho da economia; e, 2) a eficiência das políticas, dos programas e trabalho de planejamento desenvolvido e aplicado pelos profissionais do Fisco Federal. Guardo comigo a convicção de que quanto mais os representantes da Receita Federal se afastam das manchetes e dos holofotes da mídia, mais as suas ações atingem as metas e objetivos esperados.

Voltando à contribuição da nossa gente humilde para estes macros resultados, recebo na noite da última sexta-feira, 23/04, um telefonema de São Luís, da Travessa da Lapa, do histórico Bairro do Desterro. Do outro lado da linha, D. Diomar, uma senhora já de certa idade, preocupada em cumprir suas obrigações tributárias e oferecer ao Fisco sua declaração anual de rendimentos, dentro do prazo estabelecido. Viúva, pensionista do INSS, professora primária aposentada, não confia em outra pessoa para fazer sua declaração. Possui três fontes pagadoras, que individualmente jamais atingiriam um teto que lhe obrigasse a se declarar ao Fisco. Como únicos bens, uma porta-e-janela na Travessa da Lapa e uma firmeza de caráter, digna das pessoas que construíram todo alicerce da existência fincados nos princípios éticos de uma criação comunitária, onde a família e a boa vizinhança se colocavam acima de tudo.

Apesar de me recusar, por dever de ofício e amizade, de receber qualquer remuneração em troca da “assessoria tributária” que lhe presto anualmente, há muitos abris, ela não se conforma e dá o seu jeitinho, enviando para minha companheira, Rose, dissimuladamente, uma torta de chocolate que só ela sabe o segredo do feitio.

D. Diomar faz parte de um expressivo conjunto de cidadãos maranhenses e brasileiros que não admitem nenhum arranhão sequer em suas condutas; contribuintes anônimos de um Brasil Bonito, longe dos holofotes da mídia e das bajulações dos atos oficiais, avessos a qualquer proposta de enriquecimento sem causa, sempre atentos ao rigoroso cumprimento de suas obrigações com as instituições públicas e conscientes de suas responsabilidades enquanto cidadãos.

Totalmente diferentes de alguns outros que vivem e sobrevivem à sombra de tenebrosas transações, até de caráter internacional, sonegando da pátria e do Fisco milhões de dólares acobertados em paraíso fiscais, rastreados e descobertos, de quando em vez, pela polícia internacional. Enquanto, em território nacional, outros meliantes inundam meias e cuecas com recursos públicos subtraídos dos programas sociais.

Por essa e por outras que D. Diomar não poderia deixar de ser a personagem maior desta coluna, na semana em que se encerra o prazo para entrega de Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física 2010; com seu exemplo de vida e dignidade, formadora de muitas consciências, que hoje devem pautar seus procedimentos profissionais pelos ensinamentos recebidos nas modestas salas de aula da rede pública de ensino, lá de São Luís do Maranhão, com muito orgulho, sim senhores!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

São Jorge - O santo guerreiro


Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."

Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.

O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.

Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.

Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.

A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.

A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge...

Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.

Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.

Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.

As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.

Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.

O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.

A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

Oração a São Jorge II

São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão.

São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas.

O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.

Amém.

Oração a São Jorge III

Ó Deus onipotente,
Que nos protegeis
Pelos méritos e as bênçãos
De São Jorge.
Fazei que este grande mártir,
Com sua couraça,
Sua espada,
E seu escudo,
Que representam a fé,
A esperança,
E a inteligência,
Ilumine os nossos caminhos...
Fortaleça o nosso ânimo...
Nas lutas da vida.
Dê firmeza
À nossa vontade,
Contra as tramas do maligno,
Para que,
Vencendo na terra,
Como São Jorge venceu,
Possamos triunfar no céu
Convosco,
E participar
Das eternas alegrias.
Amém!

Medalha de São Jorge

Moacyr Luz e Aldir Blanc

Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro Com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Patrimônio histórico e cultural brasileiro tem novos bens protegidos pelo Iphan/MinC

Tombamento e registro: novos bens protegidos

Vila operária no Amapá e celebração religiosa em Goiás são patrimônios culturais brasileiros

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, colegiado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, aprovou o tombamento da Vila Serra do Navio, no Amapá, e o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, em Goiás, como bem cultural imaterial. As propostas seguem para homologação do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Com a decisão - que ocorreu nesta quinta-feira, 15 de abril, por ocasião da reunião deliberativa realizada no Rio de Janeiro - os bens ganham a chancela de patrimônio cultural do Brasil e passam a ser protegidos como tal. Os conselheiros também aprovaram a construção de um novo anexo ao prédio do Museu de Arte Moderna - MAM Rio, localizado no Aterro do Flamengo.

O presidente do Iphan/MinC, Luiz Fernando de Almeida, esclareceu que a Vila Serra do Navio guarda parte importante da história do país e que agora receberá especial atenção para preservação e recuperação dos imóveis que formam um verdadeiro monumento da arquitetura e do urbanismo em plena selva amazônica. Durante dez anos o Instituto trabalhou na investigação histórica, com levantamentos fotográficos e arquitetônicos referentes à vila, sua implantação, suas instalações e edificações. A inscrição como patrimônio cultural será em três Livros do Tombo: Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico; e das Belas Artes.

A Festa do Divino de Pirenópolis é a segunda manifestação religiosa do país a ser inscrita no Livro das Celebrações do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, depois do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, registrada em 2005. Medidas de salvaguardas serão implementadas para evitar problemas pontuais, como a possibilidade do impacto negativo com a utilização da Festa apenas como atrativo turístico, e outros fatores que possam ameaçar a manifestação cultural.

Sobre o novo espaço que poderá ser construído junto ao MAM Rio, Almeida destacou que a aprovação do Conselho Consultivo representa um resgate do projeto original que já previa que a área seria destinada à ocupação pública de caráter cultural. Ele afirmou que depois do incêndio de 1978, com o novo anexo e a doação do acervo de Marcantonio Vilaça, o Museu carioca retoma seu lugar no cenário das artes plásticas brasileiro.

A Vila Serra do Navio

Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a Vila Serra do Navio foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Bratke para abrigar os trabalhadores da Indústria e Comércio de Minério (Icomi). Concebida para ser uma cidade completa e auto-suficiente, foi a experiência precursora na região amazônica na implantação de uma Cidade de Companhia, voltada para a exploração mineral. Apesar das transformações sofridas pela falta de conservação e por intervenções inadequadas, a vila operária mantém as características originais que a distinguem na história da ocupação do norte do Brasil, na arquitetura e no urbanismo brasileiros.

Leia mais.

Festa do Divino Espírito Santo

A festividade religiosa é realizada, anualmente, em Pirenópolis, desde 1819, data do primeiro registro na lista local de imperadores. É considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, especialmente pelo grande número de seus rituais, personagens e componentes, como as cavalhadas de mouros e cristãos e os mascarados montados a cavalo. Enraizada no cotidiano dos moradores da cidade histórica goiana, a Festa do Divino determina os padrões de sociabilidade local, consolidando-se como elemento fundamental da identidade cultural da cidade.

Leia mais.

Anexo do MAM Rio

Projetado por Affonso Eduardo Reidy, o novo anexo ao lado do Museu de Arte Moderna da cidade do Rio de Janeiro ficará a 200 metros do prédio atual. O estudo prevê uma edificação de dois andares, com estacionamento subterrâneo, destinada a abrigar parte da coleção que pertenceu a Marcantonio Vilaça, reconhecido artista plástico, galerista e incentivador da vanguarda da arte brasileira. O projeto também prevê biblioteca, cafeteria, reserva técnica e terraço.

Conselho Consultivo

Órgão colegiado da estrutura do Iphan/MinC, cabe ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avaliar os processos de tombamento (patrimônio material) e de registro (patrimônio imaterial). Além do presidente da autarquia, é formado por especialistas nas áreas da Cultura, Turismo, Arquitetura e Arqueologia, dentre outras. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como os Ministérios do Turismo e da Educação, Instituto Brasileiro de Museus, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Sociedade Brasileira de Antropologia e representantes da sociedade civil.

(Comunicação Social/MinC)

sábado, 17 de abril de 2010

Patrimônio histórico e cultural brasileiro tem novos bens protegidos pelo Iphan/MinC

Tombamento e registro: novos bens protegidos

Vila operária no Amapá e celebração religiosa em Goiás são patrimônios culturais brasileiros

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, colegiado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, aprovou o tombamento da Vila Serra do Navio, no Amapá, e o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, em Goiás, como bem cultural imaterial. As propostas seguem para homologação do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Com a decisão - que ocorreu nesta quinta-feira, 15 de abril, por ocasião da reunião deliberativa realizada no Rio de Janeiro - os bens ganham a chancela de patrimônio cultural do Brasil e passam a ser protegidos como tal. Os conselheiros também aprovaram a construção de um novo anexo ao prédio do Museu de Arte Moderna - MAM Rio, localizado no Aterro do Flamengo.

O presidente do Iphan/MinC, Luiz Fernando de Almeida, esclareceu que a Vila Serra do Navio guarda parte importante da história do país e que agora receberá especial atenção para preservação e recuperação dos imóveis que formam um verdadeiro monumento da arquitetura e do urbanismo em plena selva amazônica. Durante dez anos o Instituto trabalhou na investigação histórica, com levantamentos fotográficos e arquitetônicos referentes à vila, sua implantação, suas instalações e edificações. A inscrição como patrimônio cultural será em três Livros do Tombo: Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico; e das Belas Artes.

A Festa do Divino de Pirenópolis é a segunda manifestação religiosa do país a ser inscrita no Livro das Celebrações do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, depois do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, registrada em 2005. Medidas de salvaguardas serão implementadas para evitar problemas pontuais, como a possibilidade do impacto negativo com a utilização da Festa apenas como atrativo turístico, e outros fatores que possam ameaçar a manifestação cultural.

Sobre o novo espaço que poderá ser construído junto ao MAM Rio, Almeida destacou que a aprovação do Conselho Consultivo representa um resgate do projeto original que já previa que a área seria destinada à ocupação pública de caráter cultural. Ele afirmou que depois do incêndio de 1978, com o novo anexo e a doação do acervo de Marcantonio Vilaça, o Museu carioca retoma seu lugar no cenário das artes plásticas brasileiro.

A Vila Serra do Navio

Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a Vila Serra do Navio foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Bratke para abrigar os trabalhadores da Indústria e Comércio de Minério (Icomi). Concebida para ser uma cidade completa e auto-suficiente, foi a experiência precursora na região amazônica na implantação de uma Cidade de Companhia, voltada para a exploração mineral. Apesar das transformações sofridas pela falta de conservação e por intervenções inadequadas, a vila operária mantém as características originais que a distinguem na história da ocupação do norte do Brasil, na arquitetura e no urbanismo brasileiros.

Leia mais.

Festa do Divino Espírito Santo

A festividade religiosa é realizada, anualmente, em Pirenópolis, desde 1819, data do primeiro registro na lista local de imperadores. É considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, especialmente pelo grande número de seus rituais, personagens e componentes, como as cavalhadas de mouros e cristãos e os mascarados montados a cavalo. Enraizada no cotidiano dos moradores da cidade histórica goiana, a Festa do Divino determina os padrões de sociabilidade local, consolidando-se como elemento fundamental da identidade cultural da cidade.

Leia mais.

Anexo do MAM Rio

Projetado por Affonso Eduardo Reidy, o novo anexo ao lado do Museu de Arte Moderna da cidade do Rio de Janeiro ficará a 200 metros do prédio atual. O estudo prevê uma edificação de dois andares, com estacionamento subterrâneo, destinada a abrigar parte da coleção que pertenceu a Marcantonio Vilaça, reconhecido artista plástico, galerista e incentivador da vanguarda da arte brasileira. O projeto também prevê biblioteca, cafeteria, reserva técnica e terraço.

Conselho Consultivo

Órgão colegiado da estrutura do Iphan/MinC, cabe ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avaliar os processos de tombamento (patrimônio material) e de registro (patrimônio imaterial). Além do presidente da autarquia, é formado por especialistas nas áreas da Cultura, Turismo, Arquitetura e Arqueologia, dentre outras. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como os Ministérios do Turismo e da Educação, Instituto Brasileiro de Museus, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Sociedade Brasileira de Antropologia e representantes da sociedade civil.

(Comunicação Social/MinC)