Existe uma onda se delineando no cenário político baiano: o aparecimento de candidaturas negras com forte densidade política e com grandes chances eleitorais. De logo, vou logo explicando que o que entendo por chance eleitoral não se resume necessariamente á vitória eleitoral, mas, sobretudo, a uma boa presença na vida política do Estado nos próximos anos.
Fui formado sob um discurso político de que apresentar muitas opções representativas de segmentos vulneráveis - leia-se, negros, indígenas, mulheres, homossexuais, pessoas com deficiência etc. - aos espaços de poder político, era sinal de burrice estratégica. Não se podia imaginar que tivéssemos capacidade de eleger mais do que um candidato por segmento. Esta era uma atitude sempre tratada como secundária ou tática na luta política pela mudança ou pela preservação da ordem política. Racismo, sexismo, homofobia, extermínio de jovens negros, desenvolvimento do Estado versus igualdade política e econômica sempre foram temas táticos para muitas candidaturas negras.
Não se podia imaginar, segundo o receituário clássico em que muitos de nós vimos sendo formados(as) , que dentro do movimento negro, ou melhor, dos movimentos negros, tivéssemos não um candidato, mas, muitos candidatos e candidatas com toda a pluralidade de pensamentos e representações que pode contemplar a maioria da população, em outras palavras, apostávamos que não era possível “dividir a base”, que era "equívoco estratégico", tudo na velha gramática da política tradicional.
A questão é que estas pessoas tem se revelado como excelentes militantes da causa negra e excelentes profissionais nas suas respectivas áreas de intervenção profissional e social. Então, sua condição social de homens e mulheres negras, não se revela apenas como um atributo de sua existência planetária, mas, aparece como um lugar de fala onde estes novos protomutantes de uma política que se renova para todos os pólos estão apenas confirmando uma velha tese: em política não existe espaço vazio.
Nilo Rosa, Leo Kret, Luiz Alberto, Valmir Assunção, pré-candidatos a Deputado Federal. Ivan Carvalho, João Jorge, Edvaldo Brito, Pré-candidatos ás vagas do Senado Federal e Sérgio São Bernardo, Bira Coroa, Gilmar Santiago e Olivia Santana, pré-candidatos a Deputado Estadual, possuem uma característica em comum: todos irão testar suas capacidades eleitorais e falar a um público cada vez mais complexo e multifacetado em linguagens e exigências.
O desafio colocado é termos uma prática política que se assemelhe a um discurso inovador e uma ação política pautada na transparência, altivez, conteúdo político, visão histórica e vontade de mudar a velha Bahia.
Estas candidaturas são polêmicas e possuem especificidades distintas, mas podem ser singularizadas num contexto de quebra de grilhões dos grupos tradicionais que falam e ditam o DNA do próximo líder negro que irá nos representar no parlamento. Muitos, no passado, foram trucidados no primeiro ringue. Agora o sintoma é de quantidade como reflexo de qualidade. Enquanto uma casta baiana prefere fazer fuxico em mesa de bar, pensamos que o debate público sobre o futuro da Bahia vem bem. O jeito é arregaçar as mangas, entender o cenário e abrir o bom debate sobre o futuro da Bahia, certos(as) de que estamos por nossa própria conta... É bom que sejamos muitos e muitas...
Sou Bàbá Kytalamy, Afro - Religioso da Nação Vodun Jeje ( Tambor de Mina) Filho do Grandioso João de Guapindaia ( Afro - Religioso, Folclorista) Neto de Manoel Colaço, Filho de Oxóssy com Iansã ( Toy Vondereji com Fina Jóia). Tenho 26 anos de Santo, defensor da Liberdade de Cultos, luta contra intolerância de uma sociedade que não conhece suas raízes afro. Também sou Mestre em Cultura Popular ( Pássaro Junino - Reconhecido pelo Minc)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Dia Internacional da Língua Materna tem como objetivo principal a Promoção da Diversidade Cultural
O último dia 21 de fevereiro foi comemorado em todo o mundo como o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída em 1999, pela 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, com o objetivo de promover a diversidade e desenvolver uma consciência maior das tradições linguísticas e culturais baseadas na compreensão e no diálogo.
Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.
A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.
Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.
As línguas maternas e a coexistência pacífica
Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.
“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.
http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.
“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.
No Brasil, a língua materna dos Indígenas
Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.
Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.
Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.
A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.
Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.
As línguas maternas e a coexistência pacífica
Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.
“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.
http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.
“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.
No Brasil, a língua materna dos Indígenas
Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.
Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Deixa Falar: folia em prol da cultura popular

Os Pássaros Juninos são uma expressão cultural genuinamente popular, que consome um ano inteiro de trabalho para levar às ruas adereços coloridos e histórias melodramáticas carregadas de imaginação. Essa opereta paraense envolve várias linguagens artísticas, como música, teatro, dança e literatura. Com tantas similaridades com o carnaval, nada mais perfeito para um tema de escola de samba.
Foi o que achou o Grêmio Recreativo Cultural e Carnavalesco Deixa Falar, do bairro da Cidade Velha, que escolheu os Pássaros Juninos como enredo para este ano. O ponto de partida foi a campanha para a reconstrução e o tombamento do Teatro São Cristóvão. Assim nasceu o samba “Ópera de São João, Pássaros de Cordão”.
“Foi um tema difícil”, conta Bosco Guimarães, um dos co-autores do samba-enredo. “Como é uma história rica em detalhes, que começa há mais de 200 anos, foi um desafio resumir tudo isso em apenas algumas linhas. Além disso, é um assunto imerso em polêmica, porque tanto o Teatro [São Cristóvão] quanto os Pássaros Juninos sofrem com o descaso das autoridades”, diz ele.
Fruto da época da Belle Époque, o Pássaro Junino nasceu como uma reinterpretação popular das grandes óperas apresentadas pelas companhias europeias no Theatro da Paz. Sua história também está ligada ao Teatro São Cristóvão, que hoje encontra-se abandonado. Erguido nos anos 1930 e fechado há mais de uma década, o antigo casarão, localizado em frente ao Parque da Residência, ficou conhecido como “Teatro de Pássaros”, por ter servido durante muito tempo como palco para a apresentação dos Pássaros Juninos.
“O enredo vem saudando esses dois ícones do patrimônio cultural paraense”, diz Antônio Ferreira, diretor de Comunicação da Deixa Falar e mestre de cultura do Pássaro Tem-Tem. Ele explica que existe um movimento para que o Pássaro Junino seja considerado patrimônio imaterial não só do Estado, mas do Brasil.
A agremiação vai abrir o desfile mostrando as origens dos Cordões de Pássaro, a partir do ponto de vista dos empregados do Theatro da Paz que assistiam às apresentações. Em seguida, virão as primeiras reencenações desses espetáculos pela cultura popular, quando foram incorporados pelas quadras juninas. O desfile será encerrado mostrando a luta dos Cordões de Pássaro para preservar esse patrimônio
imaterial.
ENGAJAMENTO
Graças ao enredo, a agremiação soma forças ao Movimento em Prol do Teatro São Cristóvão, que chama a atenção da sociedade civil e do poder público para a importância dos Pássaros Juninos.
“O descaso das autoridades está deixando as tradições culturais se acabarem aos poucos, seja o Pássaro Junino, seja o carnaval de rua”, diz Antônio, mostrando assim que as similaridades entre os Pássaros e o carnaval são maiores do que se imagina.
Recentemente, o Governo do Estado sancionou uma lei que torna o Pássaro Junino um patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado, considerando que esta é uma das mais tradicionais e criativas manifestações da cultura popular paraense. Num recente levantamento realizado pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), foram identificados 18 grupos em atividade na Região Metropolitana de Belém, além de grupos presentes em Itaituba, Santarém e na Ilha do Marajó. Já o Teatro São Cristóvão espera pelo processo de tombamento pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
EM NÚMEROS
A Deixa Falar vai para a Aldeia Amazônica com 1.800
brincantes divididos em nove alas, seguidos por dois carros alegóricos, além de três casais de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria composta por 140 ritmistas.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Ayahuasca
Consumo da bebida usada em rituais religiosos foi regulamentado pelo Conad
O uso da Ayahuasca foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. A resolução autorizando o consumo da bebida em rituais religiosos e vedando sua utilização com fins comerciais, turísticos e terapêuticos foi publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira, 26 de janeiro (Seção 1, páginas 57 a 60).
Obtido por meio da mistura de duas plantas nativas da floresta amazônica - o cipó Banisteriopsis caapi (jagube, mariri) e da folha Psychotria viridis (chacrona, rainha) -, o chá também é conhecido como Santo Daime e Vegetal. O uso da Ayahuasca é uma tradição secular de grupos indígenas da Amazônia brasileira, mais tarde disseminado em rituais religiosos de comunidades localizadas principalmente na Região Norte do país.
A discussão sobre os efeitos psicoativos causados nos usuários da bebida foi responsável por uma longa avaliação, de mais de 20 anos, nos órgãos públicos responsáveis pela liberação do consumo para práticas rituais. O Grupo Multidisciplinar de Trabalho que regulamentou o uso religioso da Ayahuasca foi instituído em novembro de 2004, mas bem antes disto, o tema já tinha sido alvo de outros estudos oficiais. O relatório do GT reconheceu a sua utilização como prática legítima de manifestação cultural das populações tradicionais da Amazônia e de parte da população urbana do país, cabendo ao Estado garantir e proteger o pleno exercício deste direito.
Dentre o conjunto de regras aprovadas para o uso da bebida constam a proibição da exploração comercial e a divulgação do seu consumo como atração turística. Foram autorizados gastos apenas com as despesas de manutenção feitas por entidades religiosas, na extração dos vegetais da floresta ou no seu cultivo. Também foi proibida a utilização da substância como medicamento, enquanto não forem desenvolvidas pesquisas científicas que comprovem a sua eficiência terapêutica.
Patrimônio Imaterial
Em maio de 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, recebeu um pedido de reconhecimento do uso ritualístico da Ayahuasca como bem cultural de natureza imaterial. A solicitação foi entregue ao então ministro da Cultura, Gilberto Gil, por sete grupos religiosos que utilizam a bebida, durante visita oficial ao Acre para o lançamento do Programa Mais Cultura.
O pedido já foi avaliado pela Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial do Iphan/MinC, onde foi detectada a necessidade de ampliar os estudos sobre os demais usos do chá nas expressões culturais da população tradicional da Amazônia, principalmente em comunidades indígenas. A conclusão desta etapa é fundamental para subsidiar a decisão do instituto sobre o pedido de reconhecimento do chá como patrimônio cultural brasileiro.
O uso da Ayahuasca foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. A resolução autorizando o consumo da bebida em rituais religiosos e vedando sua utilização com fins comerciais, turísticos e terapêuticos foi publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira, 26 de janeiro (Seção 1, páginas 57 a 60).
Obtido por meio da mistura de duas plantas nativas da floresta amazônica - o cipó Banisteriopsis caapi (jagube, mariri) e da folha Psychotria viridis (chacrona, rainha) -, o chá também é conhecido como Santo Daime e Vegetal. O uso da Ayahuasca é uma tradição secular de grupos indígenas da Amazônia brasileira, mais tarde disseminado em rituais religiosos de comunidades localizadas principalmente na Região Norte do país.
A discussão sobre os efeitos psicoativos causados nos usuários da bebida foi responsável por uma longa avaliação, de mais de 20 anos, nos órgãos públicos responsáveis pela liberação do consumo para práticas rituais. O Grupo Multidisciplinar de Trabalho que regulamentou o uso religioso da Ayahuasca foi instituído em novembro de 2004, mas bem antes disto, o tema já tinha sido alvo de outros estudos oficiais. O relatório do GT reconheceu a sua utilização como prática legítima de manifestação cultural das populações tradicionais da Amazônia e de parte da população urbana do país, cabendo ao Estado garantir e proteger o pleno exercício deste direito.
Dentre o conjunto de regras aprovadas para o uso da bebida constam a proibição da exploração comercial e a divulgação do seu consumo como atração turística. Foram autorizados gastos apenas com as despesas de manutenção feitas por entidades religiosas, na extração dos vegetais da floresta ou no seu cultivo. Também foi proibida a utilização da substância como medicamento, enquanto não forem desenvolvidas pesquisas científicas que comprovem a sua eficiência terapêutica.
Patrimônio Imaterial
Em maio de 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, recebeu um pedido de reconhecimento do uso ritualístico da Ayahuasca como bem cultural de natureza imaterial. A solicitação foi entregue ao então ministro da Cultura, Gilberto Gil, por sete grupos religiosos que utilizam a bebida, durante visita oficial ao Acre para o lançamento do Programa Mais Cultura.
O pedido já foi avaliado pela Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial do Iphan/MinC, onde foi detectada a necessidade de ampliar os estudos sobre os demais usos do chá nas expressões culturais da população tradicional da Amazônia, principalmente em comunidades indígenas. A conclusão desta etapa é fundamental para subsidiar a decisão do instituto sobre o pedido de reconhecimento do chá como patrimônio cultural brasileiro.
VOCÊ CONCORDA COM O AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM BELÉM?
MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM BELÉM
EM FRENTE A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM DIA 9 DE FEVEREIRO ÀS 10H:00
Mais uma vez os empresários
com o apoio do prefeito Duciomar,
aumentaram a passagem de ônibus
de R$1,70 para R$1,85 tendo como
justificativa a renovação da
frota e a melhoria do transporte
público. Porém, não é a primeira
vez que este aumento ocorre com
essa justificativa. No final de 2008
a passagem que custava R$ 1,50 aumentou
13,3%, passando a custar R$ 1,70."
VEJA O RESULTADO:
• A população de Belém continua andando em ônibus sujos e caindo aos pedaços;
• Moradores de muitos bairros de Belém continuam a esperar ônibus por muitas
horas devido a pequena quantidade de linhas de ônibus que atendam suas necessidades;
• Desrespeito aos idosos e aos deficientes físicos que por não pagarem passagem
muitas vezes são ignorados pelos motoristas que recebem estas orientações
de seus patrões;
• Superlotação: a população continua se “espremendo nas latas de sardinha”.
DE LÁ PRÁ CÁ VOCÊ VIU ALGUMA
MELHORA NO TRANSPORTE
PÚBLICO?
Redução e congelamento do preço da passagem de ônibus!
Melhoria na qualidade e quantidade dos ônibus!
Passe livre para estudantes e desempregados!
Se você é contra esse desrespeito a população, venha participar do Ato
“Contra o aumento da passagem”.
ONDE? EM FRENTE A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM DIA 9 DE FEVEREIRO (TERÇA-FEIRA) ÀS 9H:00 DA MANHÃ.
EM FRENTE A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM DIA 9 DE FEVEREIRO ÀS 10H:00
Mais uma vez os empresários
com o apoio do prefeito Duciomar,
aumentaram a passagem de ônibus
de R$1,70 para R$1,85 tendo como
justificativa a renovação da
frota e a melhoria do transporte
público. Porém, não é a primeira
vez que este aumento ocorre com
essa justificativa. No final de 2008
a passagem que custava R$ 1,50 aumentou
13,3%, passando a custar R$ 1,70."
VEJA O RESULTADO:
• A população de Belém continua andando em ônibus sujos e caindo aos pedaços;
• Moradores de muitos bairros de Belém continuam a esperar ônibus por muitas
horas devido a pequena quantidade de linhas de ônibus que atendam suas necessidades;
• Desrespeito aos idosos e aos deficientes físicos que por não pagarem passagem
muitas vezes são ignorados pelos motoristas que recebem estas orientações
de seus patrões;
• Superlotação: a população continua se “espremendo nas latas de sardinha”.
DE LÁ PRÁ CÁ VOCÊ VIU ALGUMA
MELHORA NO TRANSPORTE
PÚBLICO?
Redução e congelamento do preço da passagem de ônibus!
Melhoria na qualidade e quantidade dos ônibus!
Passe livre para estudantes e desempregados!
Se você é contra esse desrespeito a população, venha participar do Ato
“Contra o aumento da passagem”.
ONDE? EM FRENTE A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM DIA 9 DE FEVEREIRO (TERÇA-FEIRA) ÀS 9H:00 DA MANHÃ.
Samba da Deixa Falar 2010 - Ópera de São João, Pássaros de Cordão.
Na revoada da passarada
voa, voa Deixa Falar
aqui, nesta aldeia encantada
Fala mais alto a Cultura do Pará. (refrão)
Desfilando em poesia
outra vez Deixa Falar
balança a bandeira da arte
flor genuína do Pará
No glamour do Teatro da Paz
neoclássicos divinais
mostra a platéia burguesa
gastando as riquezas dos nossos seringais
Traz das coxias o passarinho real
Papaegueno.... o nosso personagem principal
Entre o erudito e o popular
Cidade Velha da um grito de vitoria
Eh a gloria Deixa Falar, recriar....
a Flauta Magica de Mozart. (refrão)
opera, Boi-Bumbá
reluz a cena num só destino
fazendo o povão interpretar
encanto dos pássaros juninos
Vamos preparar o arraiá
pra brincadeira
quadrilha de São João
eu vou soltar balão.... pular fogueira
Depois admirar o pássaro bailar
mesmo sem lugar pra pousar eh bom sonhar
e acordar no São Cristóvão Cultural
ninho de grandes estrelas
que brilham no meu carnaval.
tags
* Belém
* PA
musica carnaval samba-enredo belem deiza-falar escola-de-samba
informações
Autoria
Bosco Guimaraes, Neto, Tiaguinho do Cavaco e Jackson Santarem
Ficha técnica
PRES: Esmael Tavares dos Santos E-mail: esmaeltavares@yahoo.com.br VICE-PRES: Osvaldo Mauricio CARNAVALESCO: Cláudio Rêgo DIVULGAÇÃO: Antonio Ferreira MESTRE DE BATERIA: Mauricio d’Nassau HARM: Naldo PUXADOR: Wanderley Explosão MESTRE-SALA E PORTA BANDEIRA: Kleber Antonio e Joana Cristina
Downloads
voa, voa Deixa Falar
aqui, nesta aldeia encantada
Fala mais alto a Cultura do Pará. (refrão)
Desfilando em poesia
outra vez Deixa Falar
balança a bandeira da arte
flor genuína do Pará
No glamour do Teatro da Paz
neoclássicos divinais
mostra a platéia burguesa
gastando as riquezas dos nossos seringais
Traz das coxias o passarinho real
Papaegueno.... o nosso personagem principal
Entre o erudito e o popular
Cidade Velha da um grito de vitoria
Eh a gloria Deixa Falar, recriar....
a Flauta Magica de Mozart. (refrão)
opera, Boi-Bumbá
reluz a cena num só destino
fazendo o povão interpretar
encanto dos pássaros juninos
Vamos preparar o arraiá
pra brincadeira
quadrilha de São João
eu vou soltar balão.... pular fogueira
Depois admirar o pássaro bailar
mesmo sem lugar pra pousar eh bom sonhar
e acordar no São Cristóvão Cultural
ninho de grandes estrelas
que brilham no meu carnaval.
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* Belém
* PA
musica carnaval samba-enredo belem deiza-falar escola-de-samba
informações
Autoria
Bosco Guimaraes, Neto, Tiaguinho do Cavaco e Jackson Santarem
Ficha técnica
PRES: Esmael Tavares dos Santos E-mail: esmaeltavares@yahoo.com.br VICE-PRES: Osvaldo Mauricio CARNAVALESCO: Cláudio Rêgo DIVULGAÇÃO: Antonio Ferreira MESTRE DE BATERIA: Mauricio d’Nassau HARM: Naldo PUXADOR: Wanderley Explosão MESTRE-SALA E PORTA BANDEIRA: Kleber Antonio e Joana Cristina
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
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