quinta-feira, 8 de abril de 2010

Conae: Aclamado, Lula destaca importância da participação popular

Aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, os três mil participantes da 1ª Conferência Nacional da Educação (Conae) receberam, de pé, o Presidente Lula que chegou por volta de meio-dia, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, nesta quinta-feira (1º), para o encerramento do evento. A plenária, que votava o documento final com quase 300 parágrafos, foi suspensa para receber o Presidente.
O presidente retribuiu a calorosa recepção, dizendo que a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos. E manifestou alegria de ver a sociedade comprometida com o debate sobre a educação. Lula disse que leria o seu discurso para evitar multas, referindo-se ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o multou por propaganda eleitoral antecipada.

Mas, ao final do discurso, tirou o microfone do púlpito e conversou descontraidamente com os participantes, andando pelo palco. Em tom de despedida do cargo, o Presidente Lula disse que não foi o Governo dele que deu início as conferências. Elas já são realizadas desde 1941, o mérito do Governo Lula foi realizar o maior número de conferências, que resultaram na criação de 61 conselhos nacionais com participação popular.

E, alfinetando a oposição, disse que “a democracia deve ser ampliada a aprofundada com participação popular, porque a oposição acha que democracia é um pacto de silêncio e nós achamos que é múltiplas manifestações da sociedade brasileira”, explicando porque ampliou a interlocução com a sociedade brasileira, realizando 66 conferência nacionais e mais cinco previstas para este semestre.

“Democracia quer dizer participação da sociedade nas decisões”, enfatizou, em meios a manifestações de aprovação, aplausos e gritos de “olé/olé-olé/olá/Lula-lá/Lula-lá”.

O Presidente Lula, como todos os demais oradores, destacou os avanços no setor de educação, citando a aprovação das emendas constitucionais que criou o Fundeb, que obriga a União a financiar a educação nos locais que não tem recursos para isso e ampliando esse financiamento da creche ao ensino médio; e o fim da desvinculação da DRU para educação, o que garante mais nove bilhões para o setor.

Ele lembrou que não fez universidade, mas foi quem mais investiu em educação, mas diz que não se orgulha disso, tem tristeza pelos os que não fizeram. E mais uma vez disse que quer que os que vierem depois deles faça mais do que ele fez.

No improviso, ele disse ainda que “vai quebrar a cara quem pensar que eu vou ser um ex-presidente, porque a minha luta não era só para ganhar a presidência, precisamos construir mais coisas nesse país”. E fazendo uma analogia com a travessia de um rio, disse que estamos no meio, não podemos voltar e nem morrer afogados.”

Em meio a palavras emocionadas de despedida, disse que “chegamos aqui por causa de vocês, porque me fizeram entender que governo bom é aquele que ouve o povo e coloca em prática o que ouve em cada casa, em cada porta, em cada fábrica. Muito obrigada pelo que fizeram por mim o tempo todo”, afirmou, destacando ainda que “quando eu regressar ao meu mundo real, eu vou poder olhar na cara de cada um de vocês e chamá-los de companheiros e companheiras”.

Correia de transmisssão

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que presidiu a mesa, destacou que no momento que o Presidente Lula chegou, a plenária estava votando as diretrizes e deliberações que vão nortear os trabalhos da educação no Brasil. E garantiu que a execução das propostas aprovadas vai permitir que o Brasil comemore o bicentenário da independência, em 2022, orgulhoso do seu sistema educacional.

O Ministro disse que o papel do MEC na conferência é ser a “correia de transmissão” entre que os delegados eleitos decidirem aqui e o Congresso Nacional, eleitos também pelo povo, que vão decidir sobre o Plano Nacional de Educação 2011-2020. “Estamos a serviço dessa conferência para aprovar um plano que seja a expressão da vontade popular e coloque a educação como expoente da sociedade brasileira”, afirmou.

Haddad disse que em seus dois mandatos, o Presidente Lula multiplicou por três o orçamento da educação, o que alterou significativamente a atuação do Ministério. “O Brasil estava acostumado com política de foco por falta de financiamento e não tinha financiamento porque não tinha vontade e compromisso político com a educação”, explicou, dizendo ainda que “”o que a cátedra tirou, a fábrica colocou”, em referência do fim da DRU para educação, que coloca em posições opostos do governo do professor Fernando Henrique Cardoso e o operário Luis Inácio Lula da Silva.

O coordenador geral da conferência, Francisco das Chagas Fernandes, destacou a participação da sociedade civil no evento, citando cada uma delas numa extensa lista, e cobrou do Congresso o compromisso de assumir as propostas aprovadas na conferência para que se tenham leis que permitam avanços na educação.

“Depois da conferência vamos precisar atuar para que as diretrizes sejam levadas em consideração no Congresso Nacional”, alertou.

Inclusão de todos

Os ministros da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói Araújo, e dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vanucchi, que acompanharam o Presidente Lula, também falaram, saudando a conferência e as propostas aprovadas.

O novo ministro da Seppir, repetindo a famosa frase do Presidente Lula, disse que “nunca antes na história desse país tivemos tantos negros e pardos nas universidades no Brasil”. Ele defendeu a política de cotas, que tem tido resultados extraordinários e é comemorada por toda a comunidade acadêmica, o que demonstra o acerto da proposta. E chamou atenção para a lei que inclui o ensino da cultura africana no currículo das escolas, manifestando “certeza de construção de ambiente democrático com a inclusão de todos.”

Paulo Vanucchi pediu aos delegados que, nas horas de votação que ainda faltam, não percam a chance de consolidar todo o capítulo da chamada educação de direitos humanos. Segundo ele, a educação em direitos humanos vai permitir que a mídia e os agentes do Estado, principalmente do sistema de segurança, assumam o papel de fato na construção de uma sociedade pautada nos direitos humanos.

O ato formal de encerramento da conferência incluiu ainda a exibição de um vídeo institucional de agradecimento a todos os que participaram. “Não vamos ensinar nada a ninguém, mas saímos daqui com a sensação de que aprendemos muito nesses cinco dias”, dizia o texto do vídeo.

Colegiados de Culturas Indígenas e Populares discutem Regimento Interno e pauta de trabalho em sua primeira reunião


Colegiados Setoriais
Colegiados de Culturas Indígenas e Populares discutem Regimento Interno e pauta de trabalho em sua primeira reunião
Os novos membros dos Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), eleitos na etapa setorial da II Conferência Nacional de Cultura, no início de março, em Brasília, se reuniram, pela primeira vez, nessa terça-feira, dia 6, em Brasília. Os representantes da sociedade civil dos dois Colegiados discutiram minutas dos Regimentos Internos que serão aprovados na próxima reunião, em maio, depois, encaminhados ao Plenário do CNPC e, posteriormente, submetidos à aprovação do Ministro do Estado da Cultura.
O Colegiado de Culturas Indígenas aprovou também as pautas que serão discutidas na próxima reunião, que acontecerá no dia 13 de maio, e estão relacionadas à elaboração do Plano Nacional de Cultura Indígena e à criação do Fundo Setorial da Diversidade. Os conselheiros discutirão ainda, no próximo encontro, as pautas pendentes do Grupo de Trabalho de Culturas Indígenas, criado no âmbito da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) do Ministério da Cultura, e da Subcomissão de Cultura e Comunicação da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI).
Já o Colegiado de Culturas Populares discutirá as propostas de ações, metas e diretrizes para o Plano Nacional de Culturas Populares por meio do sistema Web. As propostas serão aprovadas na próxima reunião do Colegiado, que também será realizada no dia 13 de maio.
A eleição dos dois membros representantes dos Colegiados no plenário do CNPC acontecerá no próximo encontro devido a ausência de alguns conselheiros, ocasionada pelas enchentes no Rio de Janeiro, que prejudicaram o tráfego aéreo nos aeroportos da região Sudeste.
“Os Planos Setoriais para as Culturas Indígenas e Populares serão um desafio maior, porque os segmentos começarão agora essa articulação institucional”, afirmou o secretário Américo Córdula, da SID/MinC, na abertura da reunião.
Ele destacou também a importância da participação dos novos membros no CNPC. “Estar no Conselho é ocupar um espaço político muito importante para o segmento”, lembrou ele. Ainda de acordo com o secretário, os novos membros do colegiado têm um papel fundamental na discussão e na construção de políticas públicas de cultura de um modo geral, e não só relativas aos seus segmentos.
Os membros dos novos Colegiados participaram também, nesta quarta-feira, dia 7, de uma agenda política no Congresso Nacional, juntamente com os membros dos outros seis colegiados do Ministério da Cultura, recém empossados. Os representantes dos dois segmentos integram ainda, como convidados, a 9ª Reunião Ordinária do Plenário do Conselho Nacional de Políticas Culturais, que começou hoje e vai até amanhã na Academia de Tênis de Brasília.

sábado, 3 de abril de 2010

Prêmio Culturas Ciganas 2010



A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), juntamente com o Ministério da Saúde, a Pastoral dos Povos Nômades e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial do Estado de Goiás, realizaram nesta terça-feira (30), em Goiânia, a primeira Oficina de Capacitação para participação no Edital Culturas Ciganas 2010.

O encontro, o primeiro de uma série de 22 que acontecerão em todos os estados, teve como objetivo capacitar pessoas do segmento interessadas em participar do Prêmio, gestores e técnicos parceiros. No caso da equipe técnica a finalidade é capacitá-los para a condução de outras oficinas. O Concurso Culturas Ciganas 2010 distribuirá um total de R$ 300 mil reais em prêmios, contemplando 30 iniciativas com R$ 10 mil cada uma.

Do edital, cujas inscrições estarão abertas a partir de 6 de abril, poderão participar iniciativas de trabalhos, individuais ou coletivos, que fortaleçam as expressões culturais ciganas; atividades de retomada de práticas ciganas ameaçadas ou em processo de esquecimento; e atividades de difusão das expressões ciganas. Além do correio e da internet, os interessados em concorrer ao Prêmio poderão fazer suas inscrições por meio de áudio ou vídeo. O novo edital exige ainda do interessado em participar no concurso a apresentação de uma Carta de Apoio da comunidade à atividade desenvolvida. A Carta deve ser enviada pelo Correio, mesmo que a inscrição seja feita por áudio ou vídeo.

O Prêmio, o segundo a ser realizado pela SID - o primeiro aconteceu em 2007 - tem como objetivo estimular o intercâmbio entre as culturas ciganas e as culturas não ciganas; contribuir para a implantação e o desenvolvimento de ações de saúde integral para a população cigana no âmbito do SUS; fortalecer as expressões culturais e a identidade cultural dos povos ciganos, contribuindo para a proteção e promoção de suas tradições; incentivar a participação plena e efetiva dos ciganos na elaboração e no desenvolvimento de projetos e ações culturais; valorizar e dar visibilidade às iniciativas culturais dos povos ciganos e contribuir para o reconhecimento da importância das expressões ciganas para a cultura brasileira.

São parceiros da SID/MinC no Edital a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SEGP), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), e a Pastoral dos Povos Nômades do Brasil.

A Oficina

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/100_6247-217x163.jpgPara o coordenador de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID, Geraldo Vítor, a primeira oficina foi muito produtiva. Segundo ele, no período da manhã, a equipe técnica da Coordenação Geral de Apoio à Educação Popular e à Mobilização Social do Ministério da Saúde conversou com os participantes sobre políticas de saúde. A equipe também falou sobre o Edital e as ações transversais de cultura e saúde.

“O Edital valorizará, por exemplo, ações desenvolvidas pelos ciganos na área de saúde, como, por exemplo, o ofício de parteira”, conta Vítor. Ainda de acordo com ele as tradições de ervateria do segmento, seja para a produção de chás ou para utilização das plantas como ervas medicinais, são outro exemplo de atividades que tendem a ser valorizada no concurso.

O período da tarde da Oficina foi voltado para abordargem da parte conceitual do Prêmio Culturas Ciganas 2010. “Explicamos quem pode participar, quantos prêmios são e os prazos e a documentação necessária para quem quiser se inscrever. Orientamos também sobre a Cartilha do Prêmio e como responder as perguntas que constam do formulário de inscrição ao Edital”, informou o coordenador da SID. Durante a Oficina, o técnico da Secretaria reforçou ainda a importância do repasse dos conhecimentos tradicionais dos povos ciganos para as novas gerações.

Com relação à Carta de Apoio, Geraldo Vítor, destacou a sua importância para o Prêmio. “A Carta serve para nos certificarmos de que a pessoa ou projeto realmente faz parte da comunidade cigana”, explicou ele. “Ela permitirá ainda que a comunidade acompanhe a realização do projeto e a aplicabilidade dos recursos recebidos no Prêmio”, acrescentou Vítor. Segundo ele, o objetivo é dar visibilidade ao uso da verba pública.

A Oficina foi replicada nos dias 31 e 1º pelo coordenador da Pastoral dos Povos Nômades, Padre Wallace Zanon, nas cidades de Petrolina e Goianápolis. A próxima Oficina de Capacitação para o Prêmio Culturas Ciganas 2010, será realizada no dia 12, em Recife.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

UFPB adota sistema de cotas


As cotas têm recorte social e étnico-racial, correspondente à sua representação no Estado, de acordo com o IBGE. Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%



O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB, decidiu, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 30, reservar 25% das vagas, já a partir do próximo Processo Seletivo Seriado para estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três series do ensino fundamental em escolas públicas.

A decisão foi aprovada em reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPB por 20 votos favoráves, dois votos contrários e três abstenções.

No Consepe, coube à professora Maria Creusa, do Centro de Educação, emitir parecer sobre a proposta encaminhada pela UFPB por meio da Pró-reitoria de Graduação.

O Conselho decidiu pela reserva de vagas para os estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três séries do ensino fundamental em escolas públicas, obedecendo a seguinte escala: 25% das vagas de todos os cursos para 2011; 30% das vagas de todos os cursos para 2012; 35% das vagas de todos os cursos para 2013; 40% das vagas de todos os cursos em 2014.

As cotas têm primeiro, recorte social e, segundo, recorte étnico-racial, de modo que cada segmento - populações negra e indígena - terá o percentual correspondente a sua representação no Estado da Paraíba, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%.

REPERCUSSÃO - A iniciativa da UFPB foi aplaudida e elogiada por diversos representantes da sociedade civil. Para a professora Solange Rocha, da Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), a decisão da UFPB representa uma grande mudança na educação. "Os jovens negros e indígenas das camadas populares agora podem vislumbrar a possibilidade de ingressar na universidade, de modo que todos os segmentos sociais estejam representados na instituição”.

O representante do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Felipe dos Santos, destacou que a UFPB dá um passo adiante no reconhecimento das desigualdades étnicas, raciais e sociais. “Quando a instituição aprova uma prposta como essa está democratizando o acesso ao ensino superior para negros e negras e quilombolas e ao mesmo tempo em que atende a pauta de reivindicação do movimento negro”.

O representante da União Nacional do Estudantes (UNE) na Paraíba, Rildian Pires Filho, disse que a aprovação do sistema de cotas é um passo histórico. “Com essa aprovação a UFPB garante o acesso de estudantes oriundos de parcela da população historicamente excluídas”.

O reitor da UFPB, Rômulo Polari, ressaltou que a questão das cotas vem sendo discutida e debatida com a sociedade e com a comunidade universitária há pelo menos quatro anos. Segundo Polari, a decisão chegou na hora certa. "A aprovação da política de cotas na UFPB se baseou em iniciativas de outras instituições de ensino superior. Isso fez com que a decisão fosse tomada de forma mais madura e consciente".

Participaram da reunião para aprovação de cotas representantes das entidades: Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bisexuais e Transexuais) , Diretório Central dos Estudantes (DCE), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Associação dos Estudantes da Paraíba (AESP), Juventude Negra, Núcleo de Estudantes Negras da UFPB, Associação dos Deficientes (ASDEF), Associação Nacional dos Estudantes Livres (ANEL) e o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Morre o cantor e compositor paraense Vavá da Matinha.


A cultura paraense e brasileira perdeu na madrugada desta última quarta feira (31/03) o cantor e compositor Osvaldo de Oliveira, mais conhecido como Vavá da Matinha. O artista paraense estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Ophir Loyola desde o dia 10 de março, com diagnóstico de AVC, pneumonia e problemas cardíacos. Sua morte ocorreu às 5h45. Na década de 50, o artista fez grande sucesso nos programas de auditório de Belém. Vavá da Matinha foi um dos precursores da música “brega paraense” e considerado o responsável por abrir as portas para inúmeros cantores e grupos musicais como a banda Calypso. Era muito conhecido por suas canções regionais que faziam alusão ao Pará. Nas décadas de 60 e 70, o artista era destaque no forró juntamente com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Sua colaboração com a cultura paraense é de extrema importância desde a década de 50, pela variedade de ritmos, poesia e regionalismo. Vavá da Matinha morre aos 73 anos deixando saudades e um legado cultural pertencente a todo o povo brasileiro.

Canção "Só castigo" de Osvaldo de Oliveira:
http://www.youtube.com/watch?v=YLNKrxhQAGo
"Ali está Aquele amor que pertenceu a minha vida. A quem outrora eu chamava de querida Fiquei surpreso, quando aqui lhe avistei. Ali está Distribuindo seu amor neste recinto. Tudo é verdade, pois crer, pois eu não minto. Ali está a mulher que eu tanto amei. Agora ela está como queria. Com a vida que ela pediu a Deus. Pois eu lhe dava o pão de cada dia. Não posso perdoar os erros seus. Repare como ela está chorando. Mandou-me um recado por um amigo. Pra mim ela é de gelo. Não ouço mais apelo. Voltar com ela, só sendo castigo."

Cultura no PAC 2


Cultura no PAC 2
Uma das metas do Programa é a implantação de 800 praças com equipamentos culturais

A segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - período de 2011 a 2014 - incorporou projetos da área cultural. Lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta segunda-feira, 29 de março, em Brasília, o PAC 2 prevê a construção de 800 praças com equipamentos culturais, além de outros serviços à população. O modelo levado pelo Ministério da Cultura à Casa Civil é o dos Espaços Mais Cultura.

As praças terão investimento total de R$ 1,6 bilhão e contarão com cineteatros, bibiotecas, anfiteatros, telecentros, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), salas multiuso, pistas de skate, kits básico esportivo, equipamentos de ginástica, ginásios poliesportivos, espaços criança, pistas de caminhada, quadras de areia para vôlei e futebol, vestiários e espaços para a terceira idade.

Para o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, o PAC 2 reconhece a importância da Cultura como uma necessidade básica dos cidadãos. “A participação da Cultura no PAC reflete a compreensão do Governo Lula sobre o papel da Cultura, para melhorar a qualidade de vida da população, que é o objetivo final dos investimentos em infraestrutura.”

Por sua vez, a secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Mais Cultura, Silvana Meireles, destaca que o PAC 2 garante uma visão mais humana do desenvolvimento, ao integrar investimentos em infraestrutura com políticas sociais. “A população necessita de saneamento básico, habitação e rodovias, mas também precisa ter acesso à Cultura. A Cultura combate a violência, dinamiza a economia e promove o desenvolvimento humano.”

O primeiro Espaço Mais Cultura, que serviu de inspiração para a parte cultural da ação, é o Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte de Fortaleza - Cuca Che Guevara, localizado na Barra do Ceará e inaugurado em setembro do ano passado. Com mais de 14 mil m² e capacidade para atender 3.500 jovens por dia, o espaço já é considerado o maior equipamento cultural público da América Latina. A unidade conta com um cineteatro, ginásio de esportes, campo de futebol, piscina olímpica, rádio escola, dentre outras áreas, construídos especialmente para o atendimento de adolescentes e jovens.

Saiba mais: Primeiro Espaço Mais Cultura e Mais cultura para jovens de Fortaleza.

Cultura no PAC 1 - Além de Fortaleza, o Ministério da Cultura está investindo na construção de espaços culturais em áreas de intervenção na primeira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As unidades que estão em fase de implementação no PAC 1 são em Recife, Curitiba, Florianópolis, Brasília, São Luís, Natal, Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro, Palmas, Salvador, Maceió, Teresina e Santos. O objetivo é promover o acesso da população a equipamentos e serviços culturais de qualidade em áreas de vulnerabilidade social.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ciclo do Marabaixo começa domingo no Laguinho

Ciclo do Marabaixo começa neste Domingo de Páscoa no Laguinho
A Associação Cultural Raimundo Ladislau, do bairro do Laguinho, se
prepara para o Ciclo do Marabaixo deste ano que inicia dia 4 de abril
e segue até a festa de Corpus Christi, dia 6 de junho. São
aproximadamente 150 pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos
que preparam o festejos do maior símbolo da tradição cultural
amapaense. Uma mistura de tradições religiosas e lúdicas, a festa
homenageia o Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade e nestes dois
meses a programação é dividida em seis apresentações de rodadas de
marabaixo, almoços, bailes, novenas e ladainhas com a participação de
brincantes e convidados.
Com 22 anos de existência, a Associação é representada pela bisneta do
Mestre Julião Ramos, precursor do marabaixo no Amapá, Danniela Ramos,
que todos os anos prepara um festa que atrai em média 4.000 pessoas
que participam de todas as programações. “Hoje o marabaixo é
respeitado, temos poucas resistências, até a Igreja Católica que por
dois anos um padre da paróquia São Benedito tentou impedir nossa
entrada, foi coerente e passou a respeitar ainda mais nossa tradição”,
fala a presidente Danniela.
A festa é prestigiada por pessoas de todas as idades, crianças de dois
anos até idosos de mais de 80, caso de Tia Biló, única filha viva de
Julião Ramos participam da tradição. Todos os anos a coordenação da
festa traz uma atração de outra localidade, este ano os grupos de
Mazagão Novo e Velho e de Torrão do Matapi fazem a recepção junto com
o grupo Raimundo Ladislau. Para a festa, serão produzidos 2.500 litros
de gengibirra, muitos panelões de caldo e mais refeições completas
para os dias de festa. A abertura será a partir das 17 horas deste
domingo de Páscoa, na casa da festeira Tia Biló, na rua Eliezer Levy,
entre Mãe Luzia e Nações Unidas, no Laguinho.

PROGRAMAÇÃO
04/04 – 17:00 – Domingo de Páscoa – 1º Marabaixo - Marabaixo da
Ressurreição
08/05 – 09:00 – Sábado do Mastro – Corte do Mastro no Curiaú
09/05 – 10:00 – Domingo do Mastro – 2º Marabaixo
12/05 – 17:00 – Quarta-feira da Murta do Divino Espírito Santo – 3º
Marabaixo (Até o amanhecer do dia 13/05-Quinta-Feira da
Hora:Levantação do mastro do Divino Espírito Santo às 07:00)
13/05 – 21:00 – 1º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo
14/05 – 19:00 – Início das novenas do Divino Espírito Santo
21/05 – 19:00 – Início das novenas da Santíssima Trindade
22/05 – 21:00 – 2º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo
23/05 – 07:00 – Domingo do Divino Espírito Santo (missa na Igreja São
Benedito, logo após,, café da manhã na casa da festeira Tia Biló)
16:00 – Murta da Santíssima Trindade – 4º Marabaixo
(até o amanhecer do dia 24/05 quando o mastro da Santíssima Trindade
será levantado às 07:00)
24/05 – 21:00 – 1º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade
29/05 – 21:00 – 2º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade
30/05 – 07:00 – Domingo da Santíssima Trindade (missa na Igreja São
Benedito, logo após, café da manhã na casa da festeira Tia Biló)
03/06 – 20:00 – Corpus Crhisti – 5º Marabaixo
06/06 – 17:00 – Domingo do Senhor – Derrubada dos mastros e
encerramento do Ciclo do Marabaixo
obs: em anexo fotos do marabaixo 2010 na casa da Tia Biló
Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
A.C.R.L. – Ciclo do Marabaixo 2010