Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".
Sou Bàbá Kytalamy, Afro - Religioso da Nação Vodun Jeje ( Tambor de Mina) Filho do Grandioso João de Guapindaia ( Afro - Religioso, Folclorista) Neto de Manoel Colaço, Filho de Oxóssy com Iansã ( Toy Vondereji com Fina Jóia). Tenho 26 anos de Santo, defensor da Liberdade de Cultos, luta contra intolerância de uma sociedade que não conhece suas raízes afro. Também sou Mestre em Cultura Popular ( Pássaro Junino - Reconhecido pelo Minc)
terça-feira, 6 de julho de 2010
ex-ministra amplia vantagem sobre Serra
O levantamento Vox Populi/Bandeirantes, divulgado na última quarta-feira (30), confirmou a tendência captada pelo instituto que desde o início de maio já tinha apontado Dilma na liderança da eleição para presidente. Os dados da pesquisa estimulada do Vox Populi apontaram que Dilma tem 40% das intenções de voto, contra 35% de Serra.
A ex-ministra abre 5 pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB. Marina Silva apareceu no levantamento com 8%. Brancos e nulos somaram 5% e os indecisos 2%. A pesquisa espontânea também registrou vantagem para a petista, com um placar de 26% a 20% entre os dois principais candidatos.
O levantamento, feito de 24 a 26 de junho, também mostrou que Dilma venceria um eventual segundo turno, com 44% a 40%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.
O resultado coincide com os números apresentados pelo Ibope na semana passada. Mas a sequência de pesquisas do Vox Populi tem mostrado um crescimento constante de Dilma. Já o Ibope só mostrou esse crescimento na semana anterior, quando percebeu que não dava mais para seguir a fraude do Datafolha, que em 25-26 de março deu uma estranha vantagem de 10 pontos para Serra (38% a 28%), quando em 30-31 de março o Vox Populi indicava que Dilma estava avançando sobre o tucano com 31% a 34%. Depois o Datafolha insistiu na fraude dizendo que havia um empate em 37% (20-21 de maio), quando a pesquisa do Vox feita entre 8 e 13 de maio já apontava Dilma com 38% e Serra com 35%. O instituto Sensus também confirmou o crescimento da ex-ministra da Casa Civil na pesquisa entre 10 e 14 de maio que deu Dilma com 35,7% e Serra 33,2%.
A ex-ministra abre 5 pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB. Marina Silva apareceu no levantamento com 8%. Brancos e nulos somaram 5% e os indecisos 2%. A pesquisa espontânea também registrou vantagem para a petista, com um placar de 26% a 20% entre os dois principais candidatos.
O levantamento, feito de 24 a 26 de junho, também mostrou que Dilma venceria um eventual segundo turno, com 44% a 40%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.
O resultado coincide com os números apresentados pelo Ibope na semana passada. Mas a sequência de pesquisas do Vox Populi tem mostrado um crescimento constante de Dilma. Já o Ibope só mostrou esse crescimento na semana anterior, quando percebeu que não dava mais para seguir a fraude do Datafolha, que em 25-26 de março deu uma estranha vantagem de 10 pontos para Serra (38% a 28%), quando em 30-31 de março o Vox Populi indicava que Dilma estava avançando sobre o tucano com 31% a 34%. Depois o Datafolha insistiu na fraude dizendo que havia um empate em 37% (20-21 de maio), quando a pesquisa do Vox feita entre 8 e 13 de maio já apontava Dilma com 38% e Serra com 35%. O instituto Sensus também confirmou o crescimento da ex-ministra da Casa Civil na pesquisa entre 10 e 14 de maio que deu Dilma com 35,7% e Serra 33,2%.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
Será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de julho, o lançamento da primeira Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha, cuja ilustração foi produzida a partir de um concurso, aberto à participação dos países do Mercosul e realizado dentro do projeto cultural Ava Marandu - Os Guarani convidam, foi editada em guarani, português e espanhol. O Projeto Ava foi realizado de janeiro a junho deste ano e teve a participação direta de sete aldeias Guarani do Mato Grosso do Sul.
Além do lançamento da Cartilha, a cerimônia, que será realizada na sede do Pontão Guaicuru, terá ainda a premiação dos vencedores dos concursos de Redação, Poesia, História em Quadrinhos e Desenho - Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, também realizados no âmbito do Projeto Ava Marandu, e do vencedor do Concurso de Ilustração da Cartilha da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha foi traduzida para o Guarani pela equipe de professores da aldeia Te’ýikue formada por Eliel Benites, Edson Alencar, Cajetano Vera e Lídio Cavanha Ramires.
“Além de contribuir significativamente para a divulgação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, esta publicação, também na língua Guarani, oferece ao povo desta etnia uma ferramenta que poderá ser utilizada nas escolas indígenas, permitindo a apropriação do conteúdo da declaração, e contribuindo para o fortalecimento desta que é uma das línguas mais faladas no Brasil, e uma das línguas oficiais do Mercosul”, afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao comentar a importância da publicação do documento.
O Pontão Cultural Guaicuru justifica no texto de apresentação da Cartilha que “a primeira tradução do texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas para a língua Guarani kaiowá é uma conquista do Projeto Ava Marandu e ajudará crianças, jovens, adultos e idosos da etnia a conhecer e lutar para fazer valer os direitos humanos e o respeito ao universo indígena”.
A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas foi adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007. De acordo com o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC), Giancarlo Summa, ela é um instrumento para ser usado na luta dos povos indígenas do mundo inteiro pela afirmação de seus direitos. “É importante que a Declaração se torne cada vez mais conhecida e difundida e seja traduzida no maior número possível de línguas indígenas”, lembrou Summa.
“Conhecer nossos direitos, na nossa própria língua, é o primeiro passo para que esses direitos sejam efetivamente respeitados. A tradução para o Guarani da Declaração, realizada no âmbito do projeto Ava Marandu, é de extrema relevância, prática e simbólica, e merece o reconhecimento, e o agradecimento, de todos”, completou o diretor do UNIC.
FRENTE POPULAR ACELERA PARÁ UNIFICA 16 PARTIDOS NA DISPUTA PELO GOVERNO DO ESTADO
O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou ontem, quarta-feira, 30 de junho, no Centro de Convenções de Amazônia – Hangar, a convenção estadual que referendou o nome de Ana Júlia Carepa para disputar novamente cargo de governadora do Estado do Pará, tendo como vice-governador Anivaldo Vale, do Partido da República (PR), e Paulo Rocha (PT), como candidato ao Senado Federal. No palco estava também João Batista, presidente regional do PT-Pará.
Os dados consolidados até ontem à noite davam conta que o PT-Pará unificou a maior base aliada para disputar o processo eleitoral deste ano. Graças ao bom desempenho do governo e à capacidade de diálogo do Partido dos Trabalhadores, já está confirmada uma base aliada recorde até agora: PDT, PC do B, PR, PHS, PSB, PSC, PV, PRB, PP, PTB, PTC, PT do B, PTN, PRTN e PRP. “O diálogo com outras forças políticas do Pará, no entanto, continua aberto”, disse a governadora Ana Júlia Carepa em entrevista coletiva, no final da tarde no Hangar.
Júlia Carepa chegou ao palco por meio de uma passarela localizada ao longo do salão principal do Hangar. No percurso ela foi acompanhada por algumas crianças que carregavam cataventos estilizados, deu flores aos partidários e recebeu muitos abraços e cumprimentos. Já no palco as crianças deram uma bandeira do Pará para Ana Júlia que a levou para seus colegas de partido, como Paulo Rocha e seu vice Anivaldo Vale.
Participaram da convenção todos os 15 representantes dos partidos políticos que formamFrente Popular Acelera Pará, além da presença ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que veio representar o presidente Luis Inácio Lula da Silva, no ato político. Padilha trouxe uma carta de Dilma Roussef para a governadora. “Ana Júlia e seus aliados estão mudando o Pará da mesma forma que Lula e os aliados no plano nacional estão mudando o Brasil”, leu o ministro. “A parceria com Ana Julia é fundamental para continuar fazendo essa transformação”, completou.
Durante o evento, todos os representante dos partidos fizeram pronunciamentos reforçando a idéia da unidade para continuar o projeto de governo que vem implementando um novo modelo de desenvolvimento, por meio de uma nova relação com a base produtiva do Estado, e com sustentabilidade ambiental, além da efetiva participação popular nas decisões governamentais.
Em seu discurso, visivelmente emocionada, a candidata, que foi levada ao palco pela filha, agradeceu o carinho recebido e deu um animado boa noite aos presentes. Em seguida pontuou as obras entregues, os avanços que o estado teve nos últimos 4 anos e as próximas melhorias, principalmente no campo da saúde e inclusão digital. Entre as ações de sucesso que Ana Júlia destacou durante seu discurso, estão o repasse de recursos destinados à saúde, enviados diretamente para as prefeituras dos 144 municípios, além da capacitação de mais de 20 mil jovens em todo o estado.
“Hoje esses jovens trabalham com carteira assinada e têm uma perspectiva de vida”, completa a governadora. Outro destaque foi em relação aos 2.800 novos policiais militares do estado e o investimento de um milhão e duzentos mil reais em editais de cultura em todo o Pará. “Esse é o governo que tratou e continua tratando a cultura com muito respeito”, diz Ana Júlia, que prometeu ainda mais 600 novos infocentros do Navegapará e R$ 271 milhões destinados para a reforma de 355 escolas.
Para Maria das Graças, 37 anos, simpatizante do PT, as mulheres estão, cada vez mais, ocupando os espaços nas esferas públicas e privadas. “Sonho com o dia em que votarei apenas em candidatas mulheres. Iria ser a prova de que nós, mulheres, podemos cuidar do nosso Estado e do nosso País com a mesma força e garra dos homens”, argumentou.
O evento reuniu milhares de pessoas no Hangar, que contou com atividades culturais, danças regionais, interpretações, fanfarras e transformou-se numa grande festa popular envolvendo bebês, crianças, jovens, adultos e o pessoal da melhor idade. Lourdes Guimarães, de 82 anos, está entre as mais mobilizadas do grupo do Partido da República (PR). Torcendo pela aprovação da candidatura a deputado Estadual de sua filha, Cláudia Guimarães, ela não poupa esforços para balançar a bandeira do partido. “Estou aqui desde as 14 horas e ainda não estou cansada. Estou tão feliz com a possibilidade de candidatura da minha filha que não penso no cansaço”, afirmou
Moradora do Distrito de Icoaraci, Geraldina, de 53 anos, diz que não é filiada a nenhum partido, mas acompanha as atividades políticas e sempre votou no PT. Ela é moradora do Distrito de Icoaraci e veio participar da convenção com a filha Jaqueline, de 23 anos, e a pequena neta Stefani, de apenas 10 meses. “A participação é muito importante e quero um mundo melhor para todos”, argumentou.
Para o deputado federal Zé Geraldo, a convenção é um momento histórico para os desafios colocados para o Partido dos Trabalhadores e os seus aliados. “O Brasil, nos últimos oito anos, vem passando por uma profunda mudança no seu modelo de gestão das políticas públicas na União, nos Estados e nos Municípios. O modo petista de governar promove uma imensa inversão de prioridades sociais e de participação popular nas decisões da governabilidade brasileira. Além disso, o presidente Lula e a governadora Ana Júlia Carepa, já mostraram para o setor produtivo que o Estado é parceiro e indutor do desenvolvimento”, relatou.
Segundo o parlamentar, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I e II), o governo do Presidente Lula e da governadora Ana Júlia já sinalizaram a importância destas parcerias para estimular o crescimento da economia brasileira, através do investimento em obras de infraestrutura, tais como portos, rodovias, aeroportos, redes de esgoto, geração de energia, hidrovias, ferrovias, estradas, assim como, promover um novo modelo de desenvolvimento humano com sustentabilidade e inclusão social”, finalizou.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pará assina adesão de nove municípios ao PAC Cidades Históricas
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, o governo do estado do Pará assinam a adesão de nove municípios paraenses ao PAC Cidades Históricas. A solenidade será no próximo dia 29 de junho. O acordo prevê investimentos da ordem de R$ 575 milhões, das esferas federais, estadual e municipais, a serem aplicados em 315 ações, nos próximos quatro anos. A solenidade será às 20h, na Praça Santuário, em Belém, no encerramento da quadra junina, quando Pássaros e Quadrilhas sairão do Centur em uma caravana até a praça.
A superintendente do Iphan-PA, Dorotéa Lima, explica que entre os objetivos e as ações estratégicas previstas no PAC Cidades Históricas estão a requalificação urbanística dos sítios históricos, com embutimento de fiação elétrica, recuperação de espaços públicos, acessibilidade, instalação de mobiliário urbano, sinalização, iluminação e internet sem fio, para estimular usos que garantam o desenvolvimento econômico, social e cultural. As ações busca, ainda o investimento na infraestrutura urbana e social, com a inclusão das cidades históricas e seu entorno nas ações da agenda social do governo federal, o financiamento para a recuperação de imóveis privados, recuperação de monumentos e imóveis públicos para abrigar preferencialmente universidades, escolas, bibliotecas ou museus, o fomento ao desenvolvimento das cadeias produtivas locais, especialmente as tradicionais, incrementando a capacidade de geração de renda e a melhoria da qualidade de vida, além da promoção do patrimônio cultural, com o fortalecimento institucional.
O PAC Cidades Históricas foi lançado em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Ouro Preto, Minas Gerais. O programa é uma ação voltada aos municípios com conjunto ou sítio protegido no âmbito federal e, ainda, cidades com Patrimônio Cultural registrados. Para integrar ao PAC Cidades Históricas o município, em conjunto com o estado e o Iphan, deve elaborar um Plano de Ação que defina um planejamento integrado, coerente com o Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, e com ações sobre o território pactuadas com os diferentes órgãos governamentais e a sociedade. Essa proposta reforça a estratégia do Iphan de buscar a convergência e a integração entre as políticas públicas nas três esferas de governo, para a gestão compartilhada do patrimônio cultural com a sociedade, ampliando as ações de proteção do patrimônio em todo o país, consolidando novas formas de desenvolvimento por meio da valorização do patrimônio cultural.
Ações previstas, dentro Plano de Ação das Cidades Históricas no Pará
Afuá
A previsão é de investimentos de R$ 9 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Construção da casa do artesão;
• Construção do Centro de Referência e Recepção do visitante de Afuá.
• Realização de seminário sobre o uso da madeira legalizada nas casas, passarelas e embarcações nas cidades ribeirinhas da Amazônia
• Inventário de edificações e características urbanas e paisagísticas do município
Aveiro (Fordlândia)
A previsão é de investimentos de R$ 17 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Recuperação e adequação do Antigo Refeitório de Fordlândia para abrigar o Centro de Referência e Recepção de visitante
• Restauração e adequação da Escola Princesa Isabel
• Restauração e adequação da antiga Casa de Força em ginásio de esportes.
• Recuperação e adequação da Antiga Serraria para o Centro de qualificação profissionalizante em Carpintaria e Marcenaria de Fordlândia
• Ações de preservação do patrimônio arqueológico na Vila de Pinhél
• Produção de documentário sobre o distrito de Fordlândia
• Criar e regulamentar leis e normatização especifica para proteção do patrimônio Arquitetônico e cultural para o Distrito de Fordlândia
• Produção de material didático e informativo sobre Fordlândia
• Restauração de antigo galpão de ferro e vidro para implantação de Mercado do Produtor;
• Implantação de terminal fluvial;
• Urbanização e tratamento paisagístico da orla
• Acessibilidade, Iluminação, pavimentação, sinalização urbana e turística
Belterra
A previsão é de investimentos de R$ 19 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Implantação da Casa do Patrimônio;
• Restauração e recuperação do antigo hotel da Companhia Ford, atual Secretaria de Educação;
• Restauração de edificação para implantação do Memorial da Borracha
• Restauração da edificação da antiga Secretaria de Saúde para implantação de centro de documentação.
• Pavimentação, drenagem e calçamento na área histórica de Belterra
• Criação do conselho municipal de proteção ao patrimônio cultural
• Promover estudos de arranjos produtivos locais
• Financiamento para restauração de imóveis privados
• Restauração das igrejas Católica e Batista
Belém
(Incluindo Icoaracy, Mosqueiro e Cotijuba)
A previsão é de investimentos de R$ 370 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Restauração do Mercado de Peixe
• Restauração do Solar da Beira para implantação de um Centro de Referência do Ver-o-peso e recepção de visitantes
• Restauração do Palácio Antonio Lemos
• Restauração e adequação do Cemitério da Soledade em cemitério parque
• Restauração da Estação Pinheiro – Icoaraci
• Restauração e Adequação do Educandário Nogueira Farias – Cotijuba em Eco Museu
• Implantação de arranjos produtivos locais na área de turismo, artesanato e patrimônio cultural
• Capacitação de professores na área de educação ambiental e patrimonial
• Normatização das áreas protegidas por tombamento
Bragança
A previsão é de investimentos de R$ 51 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Recuperação do Mercado de Carne
• Conservação do Pavilhão Senador Antônio Lemos
• Recuperação e Restauração do Palácio Antônio Corrêa para implantação do Centro de Referência e recepção do visitante (antiga sede da Prefeitura)
• Recuperação urbanística e paisagística do Complexo da Igreja de São Benedito
• Qualificar a produção da cerâmica caeteuara das comunidades de São Mateus, Fazendinha e Vila Que Era para assegurar a, transmissão do saber aliado à geração de renda
• Inventário e registro da marujada como patrimônio cultural brasileiro com implementação de plano de salvaguarda
• Valorização e qualificação das casas de farinha
Cametá
A previsão é de investimentos de R$ 34,7 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Revitalização da Praça Deodoro da Fonseca
• Recuperação do Muro de Arrimo da Orla da Cidade
• Conservação da Catedral de São João Batista
• Produzir mídias audiovisuais sobre os mestres da cultura de Cametá
• Fortalecimento institucional com criação e implementação do departamento de patrimônio histórico, artístico e cultural (DEPHAC) do município de Cametá
• Restauração da Capela de Bom Jesus para implantação de galeria de arte sacra
• Implantação do Cine Mais Cultura no antigo Círculo operário
• Implantação de arquivo público
• Construção de Centro cultural
• Normatização de áreas tombadas
Óbidos
A previsão é de investimentos de R$ 17 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Restauração e requalificação do Forte Pauxis para sediar Memorial da Cidade de Óbidos
• Restauração do Mercado Municipal de Óbidos
• Realização de embutimento da fiação aérea da área tombada
• Recuperação e complementação do Museu Contextual
• Promover cursos de qualificação para profissionais na área de gastronomia
• Implementar arranjos produtivos locais na área de turismo e patrimônio cultural
• Produção de material informativo sobre o patrimônio cultural do município com integração da cidade aos roteiros turísticos do Tapajós
Santarém
A previsão é de investimentos de R$ 24 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Requalificação e restauração do Centro Cultural João Fona para implantação do Centro da Memória de Santarém
• Centro da Cultura Indígena - Alter do Chão
• Implementar o Parque ambiental Vera Paz, como patrimônio ambiental, turístico e arqueológico do município.
• Realizar obras para embutimento de fiação elétrica nas áreas protegidas
• Implementar pontos de cultura nas áreas tombadas e com atividades vinculadas ao patrimônio cultural
• Fortalecimento institucional com criação do departamento e conselho de proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural do município
• Desapropriar e restaurar o Solar dos macambiras para implantação de Centro de Referência da Arqueologia do Tapajós/Casa do Patrimônio
• Inventariar o patrimônio cultural do município
Vigia
A previsão é de investimentos de R$ 33,6 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Conservação da Igreja Matriz Madre de Deus
• Revitalização da Orla
• Revitalização do Mercado Municipal (Mercado de Peixe)
• Revitalização do Mercado de Carne
• Construir vigilenga modelo (barco de pesca artesanal do município) para uso em passeios turísticos
• Qualificação de corpo técnico para atuar na área de preservação
• Identificação, delimitação e normatização de áreas protegidas
• Implantação de arranjos produtivos nas áreas de patrimônio cultural, turismo e artesanato
• Pesquisa e produção de material informativo sobre o patrimônio cultural de Vigia
• Restauração do antigo cinema para implantação do teatro municipal/auditório
• Inventário do patrimônio cultural do município
• Urbanização da orla
• Contratação de consultoria para elaboração de diagnóstico e plano de coleta, tratamento e destinação de lixo
A superintendente do Iphan-PA, Dorotéa Lima, explica que entre os objetivos e as ações estratégicas previstas no PAC Cidades Históricas estão a requalificação urbanística dos sítios históricos, com embutimento de fiação elétrica, recuperação de espaços públicos, acessibilidade, instalação de mobiliário urbano, sinalização, iluminação e internet sem fio, para estimular usos que garantam o desenvolvimento econômico, social e cultural. As ações busca, ainda o investimento na infraestrutura urbana e social, com a inclusão das cidades históricas e seu entorno nas ações da agenda social do governo federal, o financiamento para a recuperação de imóveis privados, recuperação de monumentos e imóveis públicos para abrigar preferencialmente universidades, escolas, bibliotecas ou museus, o fomento ao desenvolvimento das cadeias produtivas locais, especialmente as tradicionais, incrementando a capacidade de geração de renda e a melhoria da qualidade de vida, além da promoção do patrimônio cultural, com o fortalecimento institucional.
O PAC Cidades Históricas foi lançado em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Ouro Preto, Minas Gerais. O programa é uma ação voltada aos municípios com conjunto ou sítio protegido no âmbito federal e, ainda, cidades com Patrimônio Cultural registrados. Para integrar ao PAC Cidades Históricas o município, em conjunto com o estado e o Iphan, deve elaborar um Plano de Ação que defina um planejamento integrado, coerente com o Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, e com ações sobre o território pactuadas com os diferentes órgãos governamentais e a sociedade. Essa proposta reforça a estratégia do Iphan de buscar a convergência e a integração entre as políticas públicas nas três esferas de governo, para a gestão compartilhada do patrimônio cultural com a sociedade, ampliando as ações de proteção do patrimônio em todo o país, consolidando novas formas de desenvolvimento por meio da valorização do patrimônio cultural.
Ações previstas, dentro Plano de Ação das Cidades Históricas no Pará
Afuá
A previsão é de investimentos de R$ 9 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Construção da casa do artesão;
• Construção do Centro de Referência e Recepção do visitante de Afuá.
• Realização de seminário sobre o uso da madeira legalizada nas casas, passarelas e embarcações nas cidades ribeirinhas da Amazônia
• Inventário de edificações e características urbanas e paisagísticas do município
Aveiro (Fordlândia)
A previsão é de investimentos de R$ 17 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Recuperação e adequação do Antigo Refeitório de Fordlândia para abrigar o Centro de Referência e Recepção de visitante
• Restauração e adequação da Escola Princesa Isabel
• Restauração e adequação da antiga Casa de Força em ginásio de esportes.
• Recuperação e adequação da Antiga Serraria para o Centro de qualificação profissionalizante em Carpintaria e Marcenaria de Fordlândia
• Ações de preservação do patrimônio arqueológico na Vila de Pinhél
• Produção de documentário sobre o distrito de Fordlândia
• Criar e regulamentar leis e normatização especifica para proteção do patrimônio Arquitetônico e cultural para o Distrito de Fordlândia
• Produção de material didático e informativo sobre Fordlândia
• Restauração de antigo galpão de ferro e vidro para implantação de Mercado do Produtor;
• Implantação de terminal fluvial;
• Urbanização e tratamento paisagístico da orla
• Acessibilidade, Iluminação, pavimentação, sinalização urbana e turística
Belterra
A previsão é de investimentos de R$ 19 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Implantação da Casa do Patrimônio;
• Restauração e recuperação do antigo hotel da Companhia Ford, atual Secretaria de Educação;
• Restauração de edificação para implantação do Memorial da Borracha
• Restauração da edificação da antiga Secretaria de Saúde para implantação de centro de documentação.
• Pavimentação, drenagem e calçamento na área histórica de Belterra
• Criação do conselho municipal de proteção ao patrimônio cultural
• Promover estudos de arranjos produtivos locais
• Financiamento para restauração de imóveis privados
• Restauração das igrejas Católica e Batista
Belém
(Incluindo Icoaracy, Mosqueiro e Cotijuba)
A previsão é de investimentos de R$ 370 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Restauração do Mercado de Peixe
• Restauração do Solar da Beira para implantação de um Centro de Referência do Ver-o-peso e recepção de visitantes
• Restauração do Palácio Antonio Lemos
• Restauração e adequação do Cemitério da Soledade em cemitério parque
• Restauração da Estação Pinheiro – Icoaraci
• Restauração e Adequação do Educandário Nogueira Farias – Cotijuba em Eco Museu
• Implantação de arranjos produtivos locais na área de turismo, artesanato e patrimônio cultural
• Capacitação de professores na área de educação ambiental e patrimonial
• Normatização das áreas protegidas por tombamento
Bragança
A previsão é de investimentos de R$ 51 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Recuperação do Mercado de Carne
• Conservação do Pavilhão Senador Antônio Lemos
• Recuperação e Restauração do Palácio Antônio Corrêa para implantação do Centro de Referência e recepção do visitante (antiga sede da Prefeitura)
• Recuperação urbanística e paisagística do Complexo da Igreja de São Benedito
• Qualificar a produção da cerâmica caeteuara das comunidades de São Mateus, Fazendinha e Vila Que Era para assegurar a, transmissão do saber aliado à geração de renda
• Inventário e registro da marujada como patrimônio cultural brasileiro com implementação de plano de salvaguarda
• Valorização e qualificação das casas de farinha
Cametá
A previsão é de investimentos de R$ 34,7 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Revitalização da Praça Deodoro da Fonseca
• Recuperação do Muro de Arrimo da Orla da Cidade
• Conservação da Catedral de São João Batista
• Produzir mídias audiovisuais sobre os mestres da cultura de Cametá
• Fortalecimento institucional com criação e implementação do departamento de patrimônio histórico, artístico e cultural (DEPHAC) do município de Cametá
• Restauração da Capela de Bom Jesus para implantação de galeria de arte sacra
• Implantação do Cine Mais Cultura no antigo Círculo operário
• Implantação de arquivo público
• Construção de Centro cultural
• Normatização de áreas tombadas
Óbidos
A previsão é de investimentos de R$ 17 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Restauração e requalificação do Forte Pauxis para sediar Memorial da Cidade de Óbidos
• Restauração do Mercado Municipal de Óbidos
• Realização de embutimento da fiação aérea da área tombada
• Recuperação e complementação do Museu Contextual
• Promover cursos de qualificação para profissionais na área de gastronomia
• Implementar arranjos produtivos locais na área de turismo e patrimônio cultural
• Produção de material informativo sobre o patrimônio cultural do município com integração da cidade aos roteiros turísticos do Tapajós
Santarém
A previsão é de investimentos de R$ 24 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Requalificação e restauração do Centro Cultural João Fona para implantação do Centro da Memória de Santarém
• Centro da Cultura Indígena - Alter do Chão
• Implementar o Parque ambiental Vera Paz, como patrimônio ambiental, turístico e arqueológico do município.
• Realizar obras para embutimento de fiação elétrica nas áreas protegidas
• Implementar pontos de cultura nas áreas tombadas e com atividades vinculadas ao patrimônio cultural
• Fortalecimento institucional com criação do departamento e conselho de proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural do município
• Desapropriar e restaurar o Solar dos macambiras para implantação de Centro de Referência da Arqueologia do Tapajós/Casa do Patrimônio
• Inventariar o patrimônio cultural do município
Vigia
A previsão é de investimentos de R$ 33,6 milhões entre 2010 e 2013.
Principais ações:
• Conservação da Igreja Matriz Madre de Deus
• Revitalização da Orla
• Revitalização do Mercado Municipal (Mercado de Peixe)
• Revitalização do Mercado de Carne
• Construir vigilenga modelo (barco de pesca artesanal do município) para uso em passeios turísticos
• Qualificação de corpo técnico para atuar na área de preservação
• Identificação, delimitação e normatização de áreas protegidas
• Implantação de arranjos produtivos nas áreas de patrimônio cultural, turismo e artesanato
• Pesquisa e produção de material informativo sobre o patrimônio cultural de Vigia
• Restauração do antigo cinema para implantação do teatro municipal/auditório
• Inventário do patrimônio cultural do município
• Urbanização da orla
• Contratação de consultoria para elaboração de diagnóstico e plano de coleta, tratamento e destinação de lixo
a razão pela qual Saramago 'malgré lui' encantou-se em vida e virou "santo" depois da morte
isto me faz lembrar do ano de 1972. Recém casado, fui com Palmira, minha companheira e mãe de meus filhos; à antiga aldeia das Mangabeiras (berço indígena do município de Ponta de Pedras, na ilha do Marajó). Queria que ela soubesse daquela minha origem nativa que misturada à dela com raízes africanas na Guiné (escravos importados no Nordeste) e no Marrocos (judeus sefardistas emigrados no Pará) iamos começar a nossa prole...
eu e minha mulher temos herança comum em Portugal e Espanha (região da Galícia) com pé no Marajó desde a segunda metade do século 17... Uma teia de avós analfabetos, todavia sábios tantos quantos os lembrados avós do premio Nobel de Literatura português.
Fui a Ponta de Pedras apresentar minha cara metade aos parentes marajoaras e, naturalmente ao meu velho e querido mestre da história oral daquela aldeia, BRASILINO RODRIGUES...
Ele no reizado do coqueiral na beira da baia do Marajó com a família (está na cara, mestiça de índios e degredados lusos) nos oferecia doce água de coco quando, de repente, sem nenhuma provocação recente de minha parte (noves fora, em outros tempos quando deixei rastros na estrada a pé para convencer aquela gente a formar cooperativa de pescadores e explicar o que seria "reforma agrária": vem daí, em plena ditadura, minha modesta fama de comunista a que estava condenado a ser quando não mais por outra coisa, por ser sobrinho de DALCÍDIO JURANDIR filho daquele município...) saiu-se o velho caboco filósofo de ocasião me dizendo assim, à guisa de incentivo ao novo casal visitante:
-- Zé, eu sou um homem feliz...
Eu olhei a minha mulher, dizendo-lhe: "Viste? O homem mais feliz da terra não tem uma camisa pra vestir..."
De fato, na canícula do lugar mestre Brasilino não havia ar condicionado nem ventilador (nem precisava, com a brisa do mar tranzendo da baía canoas com o peixe nosso de cada dia), bastava tirar a camisa, sacudir fora o calor e toda má idéia consumista capaz de estragar o prazer de uma vida decente.
há que se não confundir a nobre e orgulhosa pobreza de uma gente invencível, com a miséria que acovarda e corrompe a HUMANIDADE dos já pobres de espírito deste o nascimento...
Esta é a questão! Tupy or not Tupy...
O Nobel lusíada que me não atendeu o convite [cf. "Novíssima Viagem Filosófica": Belém, 1999] para vir ao Marajó espiar o pisão iluminista do Diretório de Pombal, e, no entanto, levou consigo à Suécia nada menos que a parábola pastoril de parentes próximos do meu mestre Brasilino, os avós camponeses do Nobel da língua portuguesa.
quantos destes pobres avozinhos pastores de Portugal vieram cá enterrar seus ossos nas terras do Brasil procurado em sonhos no além mar? O imenso crime de lesa humanidade, praticado pelos ricos coloniais de lá e de cá, em nome de Deus e da Pátria contra os povos:
Divide e impera! (sentença romana), o povinho português e brasileiro jogados um contra o outro para glória de feitores dos monarcas usurpadores da felicidade alheia, infelizes e mesquinhos até o talo.
EIS QUE AINDA CARECE DESCOLONIZAR A LÍNGUA DE CAMÕES PARA FUNDAR DE FATO A LUSOFONIA INTERNACIONAL.
ave, Saramago no céu da memória lusitana!
Discurso de JOSÉ SARAMAGO na Academia Sueca
(ao receber o Prêmio Nobel de Literatura)
"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida
não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de
cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.
Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira.
Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia.
Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".
Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada.
Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver."
eu e minha mulher temos herança comum em Portugal e Espanha (região da Galícia) com pé no Marajó desde a segunda metade do século 17... Uma teia de avós analfabetos, todavia sábios tantos quantos os lembrados avós do premio Nobel de Literatura português.
Fui a Ponta de Pedras apresentar minha cara metade aos parentes marajoaras e, naturalmente ao meu velho e querido mestre da história oral daquela aldeia, BRASILINO RODRIGUES...
Ele no reizado do coqueiral na beira da baia do Marajó com a família (está na cara, mestiça de índios e degredados lusos) nos oferecia doce água de coco quando, de repente, sem nenhuma provocação recente de minha parte (noves fora, em outros tempos quando deixei rastros na estrada a pé para convencer aquela gente a formar cooperativa de pescadores e explicar o que seria "reforma agrária": vem daí, em plena ditadura, minha modesta fama de comunista a que estava condenado a ser quando não mais por outra coisa, por ser sobrinho de DALCÍDIO JURANDIR filho daquele município...) saiu-se o velho caboco filósofo de ocasião me dizendo assim, à guisa de incentivo ao novo casal visitante:
-- Zé, eu sou um homem feliz...
Eu olhei a minha mulher, dizendo-lhe: "Viste? O homem mais feliz da terra não tem uma camisa pra vestir..."
De fato, na canícula do lugar mestre Brasilino não havia ar condicionado nem ventilador (nem precisava, com a brisa do mar tranzendo da baía canoas com o peixe nosso de cada dia), bastava tirar a camisa, sacudir fora o calor e toda má idéia consumista capaz de estragar o prazer de uma vida decente.
há que se não confundir a nobre e orgulhosa pobreza de uma gente invencível, com a miséria que acovarda e corrompe a HUMANIDADE dos já pobres de espírito deste o nascimento...
Esta é a questão! Tupy or not Tupy...
O Nobel lusíada que me não atendeu o convite [cf. "Novíssima Viagem Filosófica": Belém, 1999] para vir ao Marajó espiar o pisão iluminista do Diretório de Pombal, e, no entanto, levou consigo à Suécia nada menos que a parábola pastoril de parentes próximos do meu mestre Brasilino, os avós camponeses do Nobel da língua portuguesa.
quantos destes pobres avozinhos pastores de Portugal vieram cá enterrar seus ossos nas terras do Brasil procurado em sonhos no além mar? O imenso crime de lesa humanidade, praticado pelos ricos coloniais de lá e de cá, em nome de Deus e da Pátria contra os povos:
Divide e impera! (sentença romana), o povinho português e brasileiro jogados um contra o outro para glória de feitores dos monarcas usurpadores da felicidade alheia, infelizes e mesquinhos até o talo.
EIS QUE AINDA CARECE DESCOLONIZAR A LÍNGUA DE CAMÕES PARA FUNDAR DE FATO A LUSOFONIA INTERNACIONAL.
ave, Saramago no céu da memória lusitana!
Discurso de JOSÉ SARAMAGO na Academia Sueca
(ao receber o Prêmio Nobel de Literatura)
"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida
não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de
cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.
Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira.
Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia.
Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".
Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada.
Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver."
Boi Voando... Se você está chegando recentemente ao Estado do Pará, talvez não fique surpre…

Se você está chegando recentemente ao Estado do Pará, talvez não fique surpreso com o início da campanha eleitoral, se for petista, eleitor de Jader ou ex-funcionário dos tucanos, ao certo vai pedir
para ser beliscado, pois vai ver muito boi voando nesta eleição.
Se for verdade que o PMDB, tal como o PT, possui militância, esta ao certo, estranhará a presença de Almir Gabriel no palanque eleitoral pedindo voto para Domingos Juvenil nesta eleição.
Eleito governador em 2004, Almir Gabriel orquestrou a cooptação de diversos quadros do PMDB, fazendo uma verdadeira varredura na ALEPA e prefeituras do partido de Jader pelo interior à fora.
Jader, à época, emputecido com os caciques tucanos teria declarado o PSDB um dos principais adversários do partido e 12 anos depois resolveu apoiar o PT, tendo inclusive articulado a intervenção do PT nacional no Pará para que
Mário Cardoso, candidato petista ungido democraticamente pelo partido, abrisse
mão de sua candidatura em favor da candidatura preferida da vontade de Jader, a
atual governadora Ana Júlia.
A escolha de Jader teria sido balizada pela perspectiva de que Ana Júlia ao vir de um pequeno grupo interno do PT, e sem muita projeção nacional, seria mais fácil de depender de Jader para obter
governabilidade na ALEPA, principalmente.
Trato feito, Jader empenhou todo seu arsenal comunicacional e influência política para aposentar o ex-governador Almir Gabriel que convencido de sua superioridade no interior do partido, impediu a reeleição do então governador
Simão Jatene, quem havia eleito 04 anos atrás.
O "corpo mole" de Jatene teria resultado na derrota de Almir para Ana Júlia em 2006 e provocado uma das maiores estórias de rancor já protagonizada em palco paraense.
Acusado de sercomplacente com a Vale do Rio Doce e até de ser uma espécie de funcionário da multinacional por
Almir Gabriel em entrevista no jornal de Jader (Diário do Pará), Simão Jatene,
pescador e músico e candidato nas horas extras, terá que enfrentar seu atual
algoz ao lado de Jader Barbalho, quem a militância pmdebista nunca imaginou
rearticulado.
Situação constrangedora também deverá ser difícil de se contornar no interior da militância histórica petista. Ao conseguir fechar o apóio político do PTB de Duciomar Costa, o PT deverá ter junto aos
seus quadros políticos, o prefeito de Belém pedindo votos no palanque de Ana
Júlia em Belém, onde ambos ao se enfrentarem nas eleições de 2004, deixaram
respingar sangue, com acusações sérias, principalmente contra o alcaide, tendo
seus 3 CPF´s exibidos nos programas televisivos do PT.
Jader Barbalho terá que convencer que Almir Gabriel agora é companheiro e Duciomar Costa que é companheiro de Ana Júlia e o pragmatismo de que boi voa
sim, e não é de hoje.
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