sábado, 3 de abril de 2010

Prêmio Culturas Ciganas 2010



A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), juntamente com o Ministério da Saúde, a Pastoral dos Povos Nômades e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial do Estado de Goiás, realizaram nesta terça-feira (30), em Goiânia, a primeira Oficina de Capacitação para participação no Edital Culturas Ciganas 2010.

O encontro, o primeiro de uma série de 22 que acontecerão em todos os estados, teve como objetivo capacitar pessoas do segmento interessadas em participar do Prêmio, gestores e técnicos parceiros. No caso da equipe técnica a finalidade é capacitá-los para a condução de outras oficinas. O Concurso Culturas Ciganas 2010 distribuirá um total de R$ 300 mil reais em prêmios, contemplando 30 iniciativas com R$ 10 mil cada uma.

Do edital, cujas inscrições estarão abertas a partir de 6 de abril, poderão participar iniciativas de trabalhos, individuais ou coletivos, que fortaleçam as expressões culturais ciganas; atividades de retomada de práticas ciganas ameaçadas ou em processo de esquecimento; e atividades de difusão das expressões ciganas. Além do correio e da internet, os interessados em concorrer ao Prêmio poderão fazer suas inscrições por meio de áudio ou vídeo. O novo edital exige ainda do interessado em participar no concurso a apresentação de uma Carta de Apoio da comunidade à atividade desenvolvida. A Carta deve ser enviada pelo Correio, mesmo que a inscrição seja feita por áudio ou vídeo.

O Prêmio, o segundo a ser realizado pela SID - o primeiro aconteceu em 2007 - tem como objetivo estimular o intercâmbio entre as culturas ciganas e as culturas não ciganas; contribuir para a implantação e o desenvolvimento de ações de saúde integral para a população cigana no âmbito do SUS; fortalecer as expressões culturais e a identidade cultural dos povos ciganos, contribuindo para a proteção e promoção de suas tradições; incentivar a participação plena e efetiva dos ciganos na elaboração e no desenvolvimento de projetos e ações culturais; valorizar e dar visibilidade às iniciativas culturais dos povos ciganos e contribuir para o reconhecimento da importância das expressões ciganas para a cultura brasileira.

São parceiros da SID/MinC no Edital a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SEGP), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), e a Pastoral dos Povos Nômades do Brasil.

A Oficina

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/04/100_6247-217x163.jpgPara o coordenador de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID, Geraldo Vítor, a primeira oficina foi muito produtiva. Segundo ele, no período da manhã, a equipe técnica da Coordenação Geral de Apoio à Educação Popular e à Mobilização Social do Ministério da Saúde conversou com os participantes sobre políticas de saúde. A equipe também falou sobre o Edital e as ações transversais de cultura e saúde.

“O Edital valorizará, por exemplo, ações desenvolvidas pelos ciganos na área de saúde, como, por exemplo, o ofício de parteira”, conta Vítor. Ainda de acordo com ele as tradições de ervateria do segmento, seja para a produção de chás ou para utilização das plantas como ervas medicinais, são outro exemplo de atividades que tendem a ser valorizada no concurso.

O período da tarde da Oficina foi voltado para abordargem da parte conceitual do Prêmio Culturas Ciganas 2010. “Explicamos quem pode participar, quantos prêmios são e os prazos e a documentação necessária para quem quiser se inscrever. Orientamos também sobre a Cartilha do Prêmio e como responder as perguntas que constam do formulário de inscrição ao Edital”, informou o coordenador da SID. Durante a Oficina, o técnico da Secretaria reforçou ainda a importância do repasse dos conhecimentos tradicionais dos povos ciganos para as novas gerações.

Com relação à Carta de Apoio, Geraldo Vítor, destacou a sua importância para o Prêmio. “A Carta serve para nos certificarmos de que a pessoa ou projeto realmente faz parte da comunidade cigana”, explicou ele. “Ela permitirá ainda que a comunidade acompanhe a realização do projeto e a aplicabilidade dos recursos recebidos no Prêmio”, acrescentou Vítor. Segundo ele, o objetivo é dar visibilidade ao uso da verba pública.

A Oficina foi replicada nos dias 31 e 1º pelo coordenador da Pastoral dos Povos Nômades, Padre Wallace Zanon, nas cidades de Petrolina e Goianápolis. A próxima Oficina de Capacitação para o Prêmio Culturas Ciganas 2010, será realizada no dia 12, em Recife.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

UFPB adota sistema de cotas


As cotas têm recorte social e étnico-racial, correspondente à sua representação no Estado, de acordo com o IBGE. Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%



O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB, decidiu, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 30, reservar 25% das vagas, já a partir do próximo Processo Seletivo Seriado para estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três series do ensino fundamental em escolas públicas.

A decisão foi aprovada em reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPB por 20 votos favoráves, dois votos contrários e três abstenções.

No Consepe, coube à professora Maria Creusa, do Centro de Educação, emitir parecer sobre a proposta encaminhada pela UFPB por meio da Pró-reitoria de Graduação.

O Conselho decidiu pela reserva de vagas para os estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três séries do ensino fundamental em escolas públicas, obedecendo a seguinte escala: 25% das vagas de todos os cursos para 2011; 30% das vagas de todos os cursos para 2012; 35% das vagas de todos os cursos para 2013; 40% das vagas de todos os cursos em 2014.

As cotas têm primeiro, recorte social e, segundo, recorte étnico-racial, de modo que cada segmento - populações negra e indígena - terá o percentual correspondente a sua representação no Estado da Paraíba, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%.

REPERCUSSÃO - A iniciativa da UFPB foi aplaudida e elogiada por diversos representantes da sociedade civil. Para a professora Solange Rocha, da Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), a decisão da UFPB representa uma grande mudança na educação. "Os jovens negros e indígenas das camadas populares agora podem vislumbrar a possibilidade de ingressar na universidade, de modo que todos os segmentos sociais estejam representados na instituição”.

O representante do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Felipe dos Santos, destacou que a UFPB dá um passo adiante no reconhecimento das desigualdades étnicas, raciais e sociais. “Quando a instituição aprova uma prposta como essa está democratizando o acesso ao ensino superior para negros e negras e quilombolas e ao mesmo tempo em que atende a pauta de reivindicação do movimento negro”.

O representante da União Nacional do Estudantes (UNE) na Paraíba, Rildian Pires Filho, disse que a aprovação do sistema de cotas é um passo histórico. “Com essa aprovação a UFPB garante o acesso de estudantes oriundos de parcela da população historicamente excluídas”.

O reitor da UFPB, Rômulo Polari, ressaltou que a questão das cotas vem sendo discutida e debatida com a sociedade e com a comunidade universitária há pelo menos quatro anos. Segundo Polari, a decisão chegou na hora certa. "A aprovação da política de cotas na UFPB se baseou em iniciativas de outras instituições de ensino superior. Isso fez com que a decisão fosse tomada de forma mais madura e consciente".

Participaram da reunião para aprovação de cotas representantes das entidades: Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bisexuais e Transexuais) , Diretório Central dos Estudantes (DCE), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Associação dos Estudantes da Paraíba (AESP), Juventude Negra, Núcleo de Estudantes Negras da UFPB, Associação dos Deficientes (ASDEF), Associação Nacional dos Estudantes Livres (ANEL) e o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Morre o cantor e compositor paraense Vavá da Matinha.


A cultura paraense e brasileira perdeu na madrugada desta última quarta feira (31/03) o cantor e compositor Osvaldo de Oliveira, mais conhecido como Vavá da Matinha. O artista paraense estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Ophir Loyola desde o dia 10 de março, com diagnóstico de AVC, pneumonia e problemas cardíacos. Sua morte ocorreu às 5h45. Na década de 50, o artista fez grande sucesso nos programas de auditório de Belém. Vavá da Matinha foi um dos precursores da música “brega paraense” e considerado o responsável por abrir as portas para inúmeros cantores e grupos musicais como a banda Calypso. Era muito conhecido por suas canções regionais que faziam alusão ao Pará. Nas décadas de 60 e 70, o artista era destaque no forró juntamente com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Sua colaboração com a cultura paraense é de extrema importância desde a década de 50, pela variedade de ritmos, poesia e regionalismo. Vavá da Matinha morre aos 73 anos deixando saudades e um legado cultural pertencente a todo o povo brasileiro.

Canção "Só castigo" de Osvaldo de Oliveira:
http://www.youtube.com/watch?v=YLNKrxhQAGo
"Ali está Aquele amor que pertenceu a minha vida. A quem outrora eu chamava de querida Fiquei surpreso, quando aqui lhe avistei. Ali está Distribuindo seu amor neste recinto. Tudo é verdade, pois crer, pois eu não minto. Ali está a mulher que eu tanto amei. Agora ela está como queria. Com a vida que ela pediu a Deus. Pois eu lhe dava o pão de cada dia. Não posso perdoar os erros seus. Repare como ela está chorando. Mandou-me um recado por um amigo. Pra mim ela é de gelo. Não ouço mais apelo. Voltar com ela, só sendo castigo."

Cultura no PAC 2


Cultura no PAC 2
Uma das metas do Programa é a implantação de 800 praças com equipamentos culturais

A segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - período de 2011 a 2014 - incorporou projetos da área cultural. Lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta segunda-feira, 29 de março, em Brasília, o PAC 2 prevê a construção de 800 praças com equipamentos culturais, além de outros serviços à população. O modelo levado pelo Ministério da Cultura à Casa Civil é o dos Espaços Mais Cultura.

As praças terão investimento total de R$ 1,6 bilhão e contarão com cineteatros, bibiotecas, anfiteatros, telecentros, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), salas multiuso, pistas de skate, kits básico esportivo, equipamentos de ginástica, ginásios poliesportivos, espaços criança, pistas de caminhada, quadras de areia para vôlei e futebol, vestiários e espaços para a terceira idade.

Para o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, o PAC 2 reconhece a importância da Cultura como uma necessidade básica dos cidadãos. “A participação da Cultura no PAC reflete a compreensão do Governo Lula sobre o papel da Cultura, para melhorar a qualidade de vida da população, que é o objetivo final dos investimentos em infraestrutura.”

Por sua vez, a secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Mais Cultura, Silvana Meireles, destaca que o PAC 2 garante uma visão mais humana do desenvolvimento, ao integrar investimentos em infraestrutura com políticas sociais. “A população necessita de saneamento básico, habitação e rodovias, mas também precisa ter acesso à Cultura. A Cultura combate a violência, dinamiza a economia e promove o desenvolvimento humano.”

O primeiro Espaço Mais Cultura, que serviu de inspiração para a parte cultural da ação, é o Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte de Fortaleza - Cuca Che Guevara, localizado na Barra do Ceará e inaugurado em setembro do ano passado. Com mais de 14 mil m² e capacidade para atender 3.500 jovens por dia, o espaço já é considerado o maior equipamento cultural público da América Latina. A unidade conta com um cineteatro, ginásio de esportes, campo de futebol, piscina olímpica, rádio escola, dentre outras áreas, construídos especialmente para o atendimento de adolescentes e jovens.

Saiba mais: Primeiro Espaço Mais Cultura e Mais cultura para jovens de Fortaleza.

Cultura no PAC 1 - Além de Fortaleza, o Ministério da Cultura está investindo na construção de espaços culturais em áreas de intervenção na primeira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As unidades que estão em fase de implementação no PAC 1 são em Recife, Curitiba, Florianópolis, Brasília, São Luís, Natal, Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro, Palmas, Salvador, Maceió, Teresina e Santos. O objetivo é promover o acesso da população a equipamentos e serviços culturais de qualidade em áreas de vulnerabilidade social.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ciclo do Marabaixo começa domingo no Laguinho

Ciclo do Marabaixo começa neste Domingo de Páscoa no Laguinho
A Associação Cultural Raimundo Ladislau, do bairro do Laguinho, se
prepara para o Ciclo do Marabaixo deste ano que inicia dia 4 de abril
e segue até a festa de Corpus Christi, dia 6 de junho. São
aproximadamente 150 pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos
que preparam o festejos do maior símbolo da tradição cultural
amapaense. Uma mistura de tradições religiosas e lúdicas, a festa
homenageia o Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade e nestes dois
meses a programação é dividida em seis apresentações de rodadas de
marabaixo, almoços, bailes, novenas e ladainhas com a participação de
brincantes e convidados.
Com 22 anos de existência, a Associação é representada pela bisneta do
Mestre Julião Ramos, precursor do marabaixo no Amapá, Danniela Ramos,
que todos os anos prepara um festa que atrai em média 4.000 pessoas
que participam de todas as programações. “Hoje o marabaixo é
respeitado, temos poucas resistências, até a Igreja Católica que por
dois anos um padre da paróquia São Benedito tentou impedir nossa
entrada, foi coerente e passou a respeitar ainda mais nossa tradição”,
fala a presidente Danniela.
A festa é prestigiada por pessoas de todas as idades, crianças de dois
anos até idosos de mais de 80, caso de Tia Biló, única filha viva de
Julião Ramos participam da tradição. Todos os anos a coordenação da
festa traz uma atração de outra localidade, este ano os grupos de
Mazagão Novo e Velho e de Torrão do Matapi fazem a recepção junto com
o grupo Raimundo Ladislau. Para a festa, serão produzidos 2.500 litros
de gengibirra, muitos panelões de caldo e mais refeições completas
para os dias de festa. A abertura será a partir das 17 horas deste
domingo de Páscoa, na casa da festeira Tia Biló, na rua Eliezer Levy,
entre Mãe Luzia e Nações Unidas, no Laguinho.

PROGRAMAÇÃO
04/04 – 17:00 – Domingo de Páscoa – 1º Marabaixo - Marabaixo da
Ressurreição
08/05 – 09:00 – Sábado do Mastro – Corte do Mastro no Curiaú
09/05 – 10:00 – Domingo do Mastro – 2º Marabaixo
12/05 – 17:00 – Quarta-feira da Murta do Divino Espírito Santo – 3º
Marabaixo (Até o amanhecer do dia 13/05-Quinta-Feira da
Hora:Levantação do mastro do Divino Espírito Santo às 07:00)
13/05 – 21:00 – 1º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo
14/05 – 19:00 – Início das novenas do Divino Espírito Santo
21/05 – 19:00 – Início das novenas da Santíssima Trindade
22/05 – 21:00 – 2º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo
23/05 – 07:00 – Domingo do Divino Espírito Santo (missa na Igreja São
Benedito, logo após,, café da manhã na casa da festeira Tia Biló)
16:00 – Murta da Santíssima Trindade – 4º Marabaixo
(até o amanhecer do dia 24/05 quando o mastro da Santíssima Trindade
será levantado às 07:00)
24/05 – 21:00 – 1º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade
29/05 – 21:00 – 2º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade
30/05 – 07:00 – Domingo da Santíssima Trindade (missa na Igreja São
Benedito, logo após, café da manhã na casa da festeira Tia Biló)
03/06 – 20:00 – Corpus Crhisti – 5º Marabaixo
06/06 – 17:00 – Domingo do Senhor – Derrubada dos mastros e
encerramento do Ciclo do Marabaixo
obs: em anexo fotos do marabaixo 2010 na casa da Tia Biló
Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
A.C.R.L. – Ciclo do Marabaixo 2010


Exposição do Projeto Vidas Paralelas chamou atenção na Teia Brasil 2010


Teia Brasil 2010
Exposição do Projeto Vidas Paralelas chamou atenção no evento

O Projeto Vidas Paralelas, desenvolvido em parceria pelo Ministério da Cultura, por meio da SID/MinC, Ministério da Saúde, Universidade de Brasília e Rede Escola Continental em Saúde do Trabalhador, marcou presença pela primeira vez no Teia Brasil 2010. O projeto pode ser conhecido pelos mais de 3 mil participantes do evento que, curiosos, paravam para saber qual o objetivo das fotos que eram expostas, intermitentemente, em um painel digital que foi instalado pela coordenação do PVP em um dos estandes na área central do Centro de Artes Dragão do Mar.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/03/dsc09058.jpgAs fotos da exposição foram produzidas pelos próprios trabalhadores participantes do projeto, que atua nas áreas de saúde e cultura do trabalhador brasileiro e já foi implantado em 18 estados brasileiros, beneficiando 420 trabalhadores em todo o país. Depois de participarem das Oficinas de Formação do Olhar, onde eles aprendem a utilizar ferramentas da cultura digital como câmeras fotográficas, filmadoras e celulares com câmeras e passam a registrar imagens do seu dia a dia no ambiente de trabalho. As imagens são postadas por eles mesmos no site do projeto www.cultura.gov.br/vidasparalelas.

O Projeto Vidas Paralelas também foi tema de uma reunião, realizada no dia 28, das 9h às 12h, na Tenda 3 do Dragão do Mar, entre a coordenação do projeto e alguns integrantes de Pontos de Cultura. “O objetivo desse projeto é produzir informações sobre a vida e o ambiente de trabalho desses trabalhadores”, informou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, durante o encontro.

“O projeto começou a ser construído em 2008, e, a partir de 2009, começamos a realizar as oficinas em todo o Brasil”, disse Graça Hoefel, representante da Universidade de Brasília no PVP. De acordo com ela, o site do projeto já conta com 1.349 publicações que retratam a história da vida dos trabalhadores. “Eles postam muitas denúncias relacionadas às questões sociais e de saúde vividas no trabalho, mas fazem isso através da subjetividade. E é aqui que entra a questão cultural. Além das fotos eles fazem textos e até poesias”, explicou Hoefel aos integrantes dos Pontos de Cultura presentes ao encontro.

Ela informou ainda que a intenção, agora, é criar um módulo que retrate a história de vida e a transformação que o PVP tem proporcionado aos trabalhadores que participam do projeto. A coordenação dará continuidade às oficinas do projeto. No mês de abril ela será realizada de 21 a 24 em Fortaleza, no Ceará.

Redes Indígenas

Pontos de Cultura Indígena marcam presença na TEIA 2010 e elaboram propostas
A importância da implantação de Pontos de Cultura (PCIs) para a valorização das culturas dos povos indígenas foi o principal destaque dos debates do Teia das Ações - Redes Indígenas, no âmbito do Teia Cultural 2010: Tambores Digitais, realizada no Centro Dragão do Mar de Cultura e Arte, em Fortaleza/CE.
O encontro, promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID), reuniu vários Pontos de Cultura Indígenas, dentre eles o Vídeo nas Aldeias e os Índios On-line, que fizeram um relato das experiências vivenciadas até o momento, principalmente com o registro, por meio de recursos audiovisuais, de suas expressões culturais.
Para as lideranças indígenas presentes no evento, os cerca de 60 Pontos de Cultura existentes, hoje, parte pelo programa Cultura Viva, parte pelo programa Mais Cultura, têm ajudado a proteger e a divulgar a cultura tradicional de seus povos. A liderança indígena Ashaninka, Moisés da Silva Pinhata, acredita que os Pontos de Cultura vão assegurar a manutenção das crenças e dos conhecimentos tradicionais: “Também podemos, com os documentários, levar o conhecimento de nossa história às pessoas que vivem fora das aldeias”.
No encontro, que contou com a participação de parceiros do Ministério da Cultura, como o Museu do Índio (FUNAI), a Rede Povos da Floresta, a Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA) e o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dentre outros, foram levantadas ainda as dificuldades enfrentadas para a criação dos Pontos de Culturas nas aldeias indígenas. “Enfrentamos problemas de logística, por exemplo, para fazer os computadores chegarem até a floresta. Tivemos que carregá-los nas costas e transportá-los por canoa, que é o único transporte que chega até algumas aldeias”, contou Virgínia Gandres, da Rede Povos da Floresta.
Jaborandy, participante do projeto Índios On-line, que se tornou, em 2004, Ponto de Cultura, e que funciona, atualmente, como uma rede social abrangendo 25 etnias do Brasil, ao relatar sua experiência, declarou que ela tem ajudado não só a valorizar a cultura indígena, mas também a expandir esse conhecimento para outros Pontos de Cultura.
O relato proporcionou o surgimento da principal proposta apresentada no encontro, pelo representante da Rede de Ensino Superior Indígena, Neimar Machado: a criação de um Pontão de Cultura para integrar todos os Pontos de Cultura Indígena e as Redes já existentes.
O secretário da SID, Américo Córdula, presente na reunião, disse que os 30 primeiros Pontos de Cultura Indígena implantados pelo programa Mais Cultura são uma experiência piloto, e que, até o final de 2010, devem ser implantados mais 135 pontos em aldeias e comunidades indígenas de todo o país. “Queremos agregar novos parceiros para sedimentar esse projeto até o final do ano”, afirmou Córdula. Ele lembrou ainda que o Colegiado Setorial para as Culturas Indígenas, do Conselho Nacional de Política Cultural ajudará na criação do Plano Setorial de Cultura Indígena, que delineará as ações para o segmento.